Pesquisa volta a revelar desigualdades no acesso à internet e bens domésticos no Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou por meio da Agência Brasil dados preliminares do Censo Demográfico 2022, revelando que 89,4% dos brasileiros vivem em domicílios com acesso à internet. Apesar do avanço, o estudo destaca desigualdades regionais e étnico-raciais significativas no acesso à rede e a bens domésticos.

Disparidades regionais no acesso à internet

O Distrito Federal lidera o ranking, com 96,2% dos domicílios conectados, enquanto os estados do Norte e Nordeste, com exceção de Rondônia, apresentam médias abaixo da nacional. O Acre, por exemplo, registra apenas 75,2% dos lares com acesso à internet.

Desigualdade racial no acesso à rede

Os dados evidenciam que:

  • 12,9% da população preta, 12,7% da parda e 44,5% da indígena não possuem internet em casa.
  • Em contraste, apenas 7,5% da população branca e 5,6% da amarela enfrentam essa situação.

Diferenças no acesso a bens domésticos

A pesquisa também aborda a posse de máquinas de lavar roupa, evidenciando disparidades regionais e raciais:

  • No Sul, 89,8% das casas têm máquina de lavar, enquanto no Nordeste o índice cai para 37,7%.
  • Em termos raciais, 41,8% da população parda e 41,3% da preta não possuem o equipamento, comparados a 18,9% da população branca e 10,8% da amarela. Entre os indígenas, a falta atinge impressionantes 74%.

Foco do censo 2022 e desafios

Diferente do Censo de 2010, o questionário de 2022 foi mais conciso, priorizando indicadores como acesso à internet e posse de bens. Embora os dados sejam preliminares e passem por ajustes, eles já refletem um retrato alarmante da desigualdade no país.

O IBGE destaca a necessidade de políticas públicas eficazes para reduzir as disparidades reveladas pelo estudo, especialmente em regiões menos favorecidas e entre populações historicamente marginalizadas.

Meta enfrenta problemas técnicos em seus principais serviços: Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp

Na última quarta-feira à noite, os serviços do Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp, todos pertencentes à Meta, enfrentaram instabilidades que afetaram a conectividade de diversos usuários. A empresa informou que a causa foi um “problema técnico” e garantiu estar trabalhando para solucionar o incidente rapidamente.

De acordo com o site Downdetector, que monitora falhas em aplicações e sites populares, houve um pico de relatórios de interrupções por volta das 19h00 (hora da Europa Central), equivalente às 18h00 em Portugal Continental. As queixas abrangeram dificuldades para acessar os serviços, enviar mensagens e atualizar feeds.

Meta trabalha para normalizar os serviços

A Meta, liderada por Mark Zuckerberg, utilizou a rede social X para comunicar aos usuários que estava ciente do problema e tomando medidas para “normalizar as coisas o mais rapidamente possível”. Apesar dos esforços, os relatos de falhas só começaram a diminuir gradualmente poucas horas depois.

Embora a situação tenha se estabilizado conforme relato da própria companhia, o Downdetector registrou um pequeno aumento nas queixas cerca de uma hora após a aparente normalização, sugerindo que nem todos os problemas haviam sido completamente resolvidos naquele primeiro momento.

Comissão Europeia deve reconsiderar regulamentações para impulsionar a competitividade, diz executivo da AXA

A nova Comissão Europeia liderada por Ursula von der Leyen enfrenta pressões para revisar radicalmente as leis europeias sobre alterações climáticas, investimentos e regulamentação de dados, afirmou Frédéric de Courtois, diretor-executivo adjunto da AXA, em entrevista à Euronews. A mensagem reflete o descontentamento de setores industriais que veem as regras da União Europeia como barreiras à competitividade global.

Competitividade como prioridade do segundo mandato

Em seu segundo mandato, von der Leyen prometeu priorizar a competitividade, em resposta a dados econômicos que colocam a União Europeia muito atrás dos Estados Unidos em termos de desempenho econômico. Representantes do setor financeiro, como Frédéric de Courtois, já listaram regulamentações que acreditam necessitar de revisão ou até eliminação para impulsionar o crescimento.

Entre elas está a Lei Europeia de Inteligência Artificial (IA), que entrou em vigor neste ano. Este marco regulatório sujeita sistemas de IA de alto risco a regras rigorosas, com multas de até 7% do faturamento anual em caso de violação. Embora tenha sido elogiada pelo ex-Comissário Thierry Breton como um “padrão global de IA confiável”, a legislação tem gerado preocupação no setor empresarial, que a considera excessivamente cautelosa.

Setor de seguros em dúvida sobre a Lei de IA

Frédéric de Courtois destacou que o setor de seguros, onde a IA desempenha um papel crítico, enfrenta dificuldades para implementar as regras da nova lei. “Não faço ideia de como implementar a Lei da IA”, disse o executivo, que também preside o grupo de lobby Insurance Europe. Ele argumenta que princípios gerais seriam mais eficazes do que uma abordagem prescritiva, como o documento atual de 144 páginas.

Para de Courtois, áreas como precificação, processamento de sinistros e subscrição de seguros poderiam se beneficiar da IA, desde que as preocupações sobre viés algorítmico e privacidade fossem tratadas de forma menos restritiva. “Devemos garantir que não regulamentamos antes de inovar”, alertou.

Desafios climáticos e regulamentações financeiras

A simplificação de regulamentações financeiras também é vista como essencial pelo executivo, especialmente aquelas que exigem que as empresas descrevam o impacto ambiental de suas cadeias de suprimentos. Embora reconheça que as mudanças climáticas representam “a maior ameaça que enfrentamos”, de Courtois aponta que a carga regulatória excessiva pode dificultar a inovação e os investimentos necessários para enfrentar este desafio.

As seguradoras, frequentemente expostas a custos elevados decorrentes de eventos climáticos extremos, como inundações, estão particularmente preocupadas com a falta de flexibilidade nas regulamentações atuais. O setor clama por políticas que incentivem a inovação, ao mesmo tempo que enfrentem as questões climáticas de maneira pragmática.

Uma Europa mais ágil?

Pouco antes de ser confirmada para o segundo mandato com 370 votos a favor e 282 contra, von der Leyen comprometeu-se a reduzir o excesso de regulamentações e tornar as leis europeias mais simples e ágeis. Essa promessa poderá determinar o futuro do bloco no cenário global, especialmente em um contexto de crescente competição com economias mais dinâmicas, como a dos Estados Unidos.

Google apresenta Gemini 2.0, sua atualização em inteligência artificial generativa

O Google lançou no início desta semana a sua mais recente atualização no campo da inteligência artificial generativa, o Gemini 2.0, que chega com a promessa de avanços significativos na multimodalidade, permitindo a interpretação e uso de dados em diferentes formatos, como texto, imagens e vídeos.

Sundar Pichai, CEO do Google, destacou a ampliação dos recursos do modelo, que agora inclui a geração nativa de imagens e áudios e a integração de ferramentas voltadas para criar agentes de IA mais sofisticados. “Nosso objetivo está mais próximo: um assistente universal que transforme como interagimos com a tecnologia”, afirmou em comunicado.

O Gemini 2.0 está disponível para desenvolvedores e parceiros selecionados, e sua integração aos produtos do Google, como a Busca, é esperada nos próximos meses.

Principais recursos do Gemini 2.0

Gemini 2.0 Flash

Uma versão experimental do modelo que permite aos usuários criar e editar imagens ou gerar textos em estilos variados. É uma solução voltada para usuários que necessitam de flexibilidade criativa com eficiência.

Projeto Astra

Descrito como um protótipo de pesquisa para um possível “assistente universal de IA”, o Projeto Astra combina imagens, vídeos e voz em uma linha do tempo de eventos. A integração com o Gemini 2.0 promete conversas mais naturais e recuperação de informações eficiente.

Projeto Mariner

Este produto é projetado para compreender e processar informações diretamente da tela do navegador. A proposta é transformá-las em instruções capazes de treinar modelos de IA que auxiliam em tarefas personalizadas.

Projeto Jules

Voltado para desenvolvedores, o Jules é um agente de código experimental que utiliza IA para resolver problemas de programação, incluindo a identificação e solução de bugs e desafios complexos de codificação.

Deep Research

Uma das grandes novidades é a capacidade de realizar pesquisas aprofundadas sobre tópicos complexos. O Deep Research utiliza IA avançada para explorar conteúdos extensos, gerando relatórios detalhados com análises abrangentes.

Futuro da integração com produtos Google

O lançamento do Gemini 2.0 é um marco no desenvolvimento de inteligência artificial pelo Google, marcando sua liderança na corrida por soluções inovadoras e integradas. Nos próximos meses, a tecnologia será gradualmente incorporada a produtos como a Busca e potencialmente estendida a outros serviços da Big Tech.

A atualização reforça a visão do Google em oferecer ferramentas que não apenas aprimorem a produtividade, mas também ampliem as possibilidades criativas e analíticas para indivíduos e empresas.

Uber se une à WeRide para oferecer robotáxi em Abu Dhabi

A Uber anunciou uma parceria com a empresa chinesa WeRide para lançar serviços de robotáxis em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Essa colaboração marca mais um passo na estratégia da Uber de integrar veículos autônomos à sua plataforma globalmente.

Robotáxis com motoristas de segurança

No início, os robotáxis da WeRide operados pelo aplicativo da Uber contarão com motoristas humanos a bordo para garantir uma experiência segura e confiável tanto para passageiros quanto para pedestres. No entanto, a expectativa é que um serviço totalmente autônomo e comercial seja lançado até o final de 2025.

Os primeiros trajetos incluem conexões entre Saadiyat Island e Yas Island, além de rotas para o Aeroporto Internacional Zayed.

Quem é a WeRide?

A WeRide é uma desenvolvedora de veículos autônomos baseada na China e listada na Nasdaq. A empresa possui autorizações para testes e operações de veículos autônomos em várias localidades, incluindo Dubai, China, Singapura e Estados Unidos, de acordo com informações em seu site.

Expansão estratégica da Uber com veículos autônomos

A Uber já vinha realizando dezenas de milhares de corridas com veículos autônomos por mês nos Estados Unidos antes de expandir o modelo para os Emirados Árabes Unidos. Durante uma conferência de resultados do terceiro trimestre, o CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, destacou os avanços na estratégia da empresa para veículos autônomos.

“Nossa estratégia de veículos autônomos está funcionando”, afirmou Khosrowshahi, destacando que mais de uma dúzia de empresas do setor já estão colaborando com a Uber. Ele também ressaltou o potencial da empresa em agregar diferentes provedores de veículos autônomos para ampliar seu mercado.

Desafios e oportunidades no mercado de veículos autônomos

Embora a Uber esteja avançando no setor de veículos autônomos, analistas apontam desafios estruturais para o modelo de negócios principal da empresa. A Waymo, da Alphabet, foi citada como um parceiro estratégico e também como uma potencial concorrente nos Estados Unidos.

O analista James Cordwell, da Redburn Atlantic, destacou em nota que a autonomia pode ampliar significativamente o mercado de mobilidade, posicionando a Uber como uma agregadora central para provedores de veículos autônomos. A empresa mantém uma recomendação de compra para as ações da Uber, com uma meta de preço de US$ 90 para o final de 2025.

Ciberataque à Agência Tributária Espanhola: o que sabemos e como se proteger

Um possível ataque informático contra a Agência Tributária Espanhola (AEAT) trouxe à tona preocupações sobre segurança cibernética. Segundo relatos, o grupo de hackers conhecido como Trinity teria comprometido 560GB de dados confidenciais, exigindo um resgate de 36 milhões de euros. Enquanto a AEAT nega a existência de evidências de encriptação ou vazamento de dados, o caso gera questionamentos sobre a preparação das instituições públicas para lidar com ameaças cibernéticas.

O ataque e a ameaça de ransomware

O suposto ataque utilizou um ransomware, ferramenta que encripta dados e exige resgate para liberá-los. Daniel Pérez Asensio, engenheiro de cibersegurança consultado pelo portal Euronews, explicou em entrevista que, nesses casos, pagar o resgate não garante a recuperação ou proteção contra vazamentos. O grupo Trinity, responsável por outros ataques no passado, ameaça divulgar os dados capturados caso o pagamento não seja realizado até 31 de dezembro.

Apesar das alegações, a AEAT, em declarações ao portal Newtral, afirmou que não encontrou evidências que confirmem o ataque. Especialistas alertam, no entanto, que mesmo instituições conectadas a redes seguras, como a rede Sara utilizada na administração pública espanhola, podem apresentar vulnerabilidades.

Trinity e o impacto do ransomware

O ransomware Trinity surgiu em maio de 2024 e é especialmente perigoso por bloquear o acesso aos dados das vítimas, deixando organizações e indivíduos sem controle sobre suas próprias informações. Segundo Pérez Asensio, ataques como esses reforçam a necessidade de planos de backup eficazes e estratégias robustas de cibersegurança.

Além disso, o especialista aponta que a eficácia da resposta institucional está diretamente ligada à adequação aos regulamentos europeus e nacionais, como a diretiva NIS2 e o Sistema Nacional de Cibersegurança. Essas normas buscam estabelecer padrões comuns para avaliar a maturidade e a resiliência cibernética de instituições e empresas.

Como se proteger contra ransomware

Embora instituições públicas e grandes empresas sejam os principais alvos, cidadãos também podem ser vítimas de ransomware. Algumas boas práticas recomendadas incluem:

  • Evitar downloads de fontes não confiáveis: programas de origem duvidosa frequentemente contêm malware.
  • Desconfie de links suspeitos: navegar na web exige cautela para não clicar em links que possam comprometer sua segurança.
  • Manter backups regulares: garantir uma cópia segura dos seus dados pode ser a única maneira de restaurá-los em caso de ataque.

Pérez Asensio enfatiza que o bom senso é essencial para evitar ataques no dia a dia. Estar atento a possíveis sinais de comprometimento é uma prática indispensável.

Outros ciberataques em instituições espanholas

Este não é o primeiro caso de ciberataque envolvendo instituições espanholas. Em 2023, a Direção-Geral de Viação enfrentou um ataque que afetou seus serviços digitais temporariamente. Em 2022, o Serviço Público de Emprego Estatal sofreu um incidente semelhante, interrompendo sistemas e impactando milhares de cidadãos.

Esses episódios destacam que nenhuma instituição está completamente imune a ameaças cibernéticas. A prevenção, combinada com respostas rápidas, é essencial para minimizar os danos causados por ataques.

O caso da AEAT reforça a importância da conscientização e do investimento em segurança cibernética, especialmente em um cenário onde a sofisticação dos ataques aumenta continuamente.

H: a start-up francesa criadora do que Runner H está chamando atenção no mercado de IA

A H, start-up francesa anteriormente conhecida como Holistic, lançou recentemente seu primeiro produto no setor de inteligência artificial, o Runner H, prometendo revolucionar o mercado com uma abordagem inovadora e acessível. A informação é do portal Euro News.

Fundada por veteranos do laboratório de IA DeepMind da Google, a empresa aposta em agentes de IA capazes de automatizar tarefas complexas e oferecer eficiência a empresas e programadores.

O Runner H, o primeiro produto da H, é um agente de inteligência artificial desenvolvido para facilitar processos empresariais. O sistema foca em tarefas como automação de fluxos de trabalho, garantia de qualidade e otimização de operações, oferecendo maior produtividade e simplicidade. Segundo o CEO Charles Kantor, o objetivo do produto é “permitir que as pessoas aproveitem a IA como nunca antes”. Apesar de ainda estar em fase de testes, o produto já atrai atenção pelo seu potencial no mercado.

Equipe fundadora e operações da H

A H foi fundada no final de 2023 por Charles Kantor, pesquisador da Universidade de Stanford, e Laurent Sifre, ex-membro do DeepMind. Outros especialistas, como Karl Tuyls, Daan Wierstra e Julien Perolat, fizeram parte da equipe inicial, mas saíram da empresa devido a “diferenças operacionais”. Atualmente, a H emprega cerca de 50 pessoas, com escritórios em Paris e Londres.

O diferencial da H no mercado de inteligência artificial

O grande trunfo da H está em seu modelo de IA compacto. Com apenas 2 bilhões de parâmetros, o sistema é significativamente menor do que o ChatGPT-3, que opera com 175 bilhões de parâmetros. Essa abordagem reduz os custos operacionais, tornando a tecnologia mais acessível para empresas. Mesmo com um modelo menor, a H afirma que seu desempenho supera concorrentes como Anthropic, Mistral e Meta, especialmente em benchmarks como o WebVoyager.

Investimentos e apoio de grandes nomes

A H atraiu grandes investidores antes mesmo de vender seu primeiro produto. Entre os apoiadores estão Bernard Arnault, CEO do grupo LVMH, Xavier Niel, fundador da Iliad, além de gigantes como Amazon, Samsung e o ex-CEO da Google, Eric Schmidt. A empresa já arrecadou cerca de US$ 220 milhões, destacando-se como uma das start-ups mais bem financiadas no setor de tecnologia.

Concorrência e planos futuros

Embora a H esteja entrando em um mercado competitivo, com gigantes como Microsoft e Anthropic também desenvolvendo agentes de IA, sua proposta de tecnologia acessível pode preencher lacunas significativas. A empresa já se posiciona como uma alternativa econômica e eficiente, prometendo entregar resultados sólidos para empresas que buscam inovação sem altos custos. Com sua base sólida de financiamento, uma equipe de especialistas renomados e a proposta de um modelo mais enxuto e eficiente, a H pretende liderar o mercado de automação e IA, trazendo inovações que podem definir o futuro da tecnologia na Europa e no mundo.

O lançamento do Runner H coloca a H em uma posição estratégica no setor de inteligência artificial. Combinando inovação tecnológica, acessibilidade e o apoio de grandes investidores, a start-up francesa promete impactar o mercado de IA e abrir caminho para novas possibilidades em automação de processos e superinteligência artificial.

Amazon realiza primeiro teste de entregas com drones na Itália

Em comunicado à imprensa realizado na semana passada, a Amazon anunciou a conclusão bem-sucedida de um teste inicial de entregas com drones na Itália, tornando o país o primeiro na Europa a receber essa iniciativa. O teste ocorreu na cidade de San Salvo, localizada na região central de Abruzzo, no dia 4 de dezembro.

Avanço no uso de drones na Europa

Este marco faz parte dos planos da Amazon de lançar seu serviço de entregas com drones, chamado Prime Air, na Itália e no Reino Unido até o final de 2024. A empresa afirmou que está colaborando com autoridades italianas para atender a todos os requisitos regulatórios antes de iniciar o serviço comercial no próximo ano.

No Reino Unido, o órgão regulador de aviação selecionou em agosto seis projetos para testar o uso de drones em diferentes setores, incluindo entregas, inspeção de infraestrutura e serviços de emergência. Um desses projetos inclui a participação da Amazon.

Prime Air: expansão global

O serviço Prime Air foi lançado pela primeira vez em dezembro de 2022 e atualmente está em operação em locais selecionados nos estados norte-americanos do Texas e do Arizona. Segundo a Amazon, a expansão do serviço ocorrerá gradualmente, incluindo novos países como parte da estratégia de crescimento.

O drone usado no teste italiano foi o modelo MK-30, uma versão avançada e automatizada que integra o sistema de visão computacional da Amazon. Este sistema permite que os drones detectem e evitem obstáculos com segurança, preservando a integridade de pessoas, animais e propriedades, além de garantir a separação de outras aeronaves durante as operações.

Implicações para o futuro da logística

O sucesso deste teste reforça o compromisso da Amazon em inovar no setor de logística, oferecendo soluções mais rápidas e eficientes para os consumidores. O uso de drones representa um passo significativo na automação de entregas, prometendo reduzir custos e tempos de espera, além de diminuir o impacto ambiental com o uso de tecnologias mais sustentáveis.

Com o lançamento planejado para 2025, a Amazon se posiciona como uma das pioneiras na implementação de drones para entregas em larga escala, não apenas nos Estados Unidos, mas também no cenário europeu.

“Brain Rot”: a palavra do ano segundo a Oxford University Press reflete exaustão mental da era digital

A Oxford University Press anunciou que a expressão “brain rot” foi escolhida como a Palavra do Ano de 2024, capturando o impacto profundo da exaustão mental causada pelo consumo excessivo de conteúdo digital. A escolha reflete como a vida moderna, saturada por telas e estímulos incessantes, afeta nossas capacidades cognitivas e emocionais.

O que significa “brain rot”?

O termo “brain rot”, traduzido literalmente como “apodrecimento cerebral”, descreve o declínio das capacidades mentais devido ao tempo prolongado consumindo conteúdos online, especialmente de baixa qualidade. Usado frequentemente de forma bem-humorada e autodepreciativa nas redes sociais, o termo ganhou força para expressar os efeitos negativos de atividades como a rolagem infinita no TikTok ou o consumo de notícias sensacionalistas.

A expressão foi amplamente adotada para descrever o impacto de práticas repetitivas no ambiente digital, e seu uso cresceu 230% entre 2023 e 2024, de acordo com dados linguísticos analisados pela Oxford University Press.

Origem e popularidade de “brain rot”

Embora associado à cultura digital contemporânea, o termo tem raízes históricas. Foi registrado pela primeira vez no século XIX por Henry David Thoreau no livro Walden (1854), onde criticava a sociedade por se inclinar a ideias simplistas e descartar reflexões mais profundas: “Enquanto a Inglaterra tenta curar a podridão da batata, ninguém tenta curar a podridão do cérebro — que prevalece muito mais amplamente e fatalmente.”

Na era digital, “brain rot” ganhou novo significado, refletindo a estagnação mental e o cansaço causados pelo consumo excessivo de conteúdo. Esse uso se popularizou especialmente em redes como TikTok e Instagram, plataformas amplamente criticadas por promoverem hábitos prejudiciais à saúde mental.

Efeitos do “brain rot” no bem-estar

Diversos estudos apontam que o uso excessivo de redes sociais pode levar a problemas como ansiedade, depressão e baixa autoestima. Instituições como o Newport Institute descrevem “brain rot” como resultado de um consumo massivo de dados irrelevantes, notícias negativas e imagens editadas, que criam sentimentos de inadequação.

A fadiga mental gerada por essa sobrecarga de estímulos pode prejudicar a produtividade, a motivação e o foco, especialmente entre os jovens. Além disso, a necessidade de estar constantemente conectado, tanto para trabalho quanto para lazer, exacerba esses efeitos.

O impacto no ambiente de trabalho

O cenário profissional, especialmente com o crescimento do trabalho remoto, ampliou a dependência de ferramentas digitais e, consequentemente, a fadiga causada pelas telas. E-mails intermináveis, videoconferências e notificações constantes criam um estado de hiperatividade mental com pouca profundidade, afetando a produtividade e aumentando o risco de burnout.

O fenômeno, conhecido como fadiga de telas, também está relacionado à redução do engajamento e à insatisfação no ambiente corporativo, o que pode gerar maior turnover e custos para as empresas.

Reconhecimento global e discussões futuras

A escolha de “brain rot” como Palavra do Ano não é apenas um reflexo dos desafios modernos, mas também um convite a repensar nossa relação com a tecnologia. Proibições de celulares em escolas e outras iniciativas estão sendo implementadas em diversos países para reduzir distrações e mitigar os efeitos psicológicos adversos do uso excessivo de redes sociais.

Ao reconhecer “brain rot” como símbolo de 2024, a Oxford University Press destacou a importância de encontrar um equilíbrio entre o mundo digital e a preservação da saúde mental. Trata-se de um chamado à ação coletiva para combater os danos associados à hiperconectividade e ao consumo desenfreado de conteúdos de baixa qualidade.

Bill Gates Indica 5 Livros para Ler nas Férias de Fim de Ano

Com a proximidade do fim do ano, o bilionário Bill Gates compartilhou sua tradicional lista de livros recomendados para as férias em seu blog, Gates Notes. Este ano, o cofundador da Microsoft escolheu quatro obras que exploram temas sobre o passado, presente e futuro, além de uma sugestão bônus. Segundo Gates, as escolhas refletem seu interesse em compreender as rápidas transformações do mundo atual.

“An Unfinished Love Story”, de Doris Kearns Goodwin

Este livro autobiográfico da renomada historiadora explora a relação de Goodwin com seu falecido marido, que trabalhou como redator de discursos para os presidentes John F. Kennedy e Lyndon B. Johnson. Além de ser uma história pessoal, a obra também aborda eventos históricos cruciais, como o assassinato de Kennedy e a Guerra do Vietnã. Gates elogiou a escrita cativante de Goodwin, que combina relatos íntimos e históricos com maestria.

“A Geração Ansiosa”, de Jonathan Haidt

Para Gates, este é um livro essencial para pais, educadores e qualquer pessoa que lide com jovens. Haidt examina como o avanço dos smartphones e a diminuição de brincadeiras livres estão impactando o desenvolvimento emocional das crianças e adolescentes. A obra não só descreve o problema, mas também apresenta soluções práticas para ajudar a reverter esses efeitos.

“Engineering in Plain Sight”, de Grady Hillhouse

Grady Hillhouse oferece uma visão fascinante sobre as estruturas tecnológicas que fazem parte do nosso cotidiano, explicando desde torres de celular até transformadores elétricos. Gates descreve este livro como uma leitura que recompensa a curiosidade, ideal para quem gosta de entender o funcionamento do mundo ao seu redor.

“The Coming Wave”, de Mustafa Suleyman

Considerado por Gates como a melhor introdução ao impacto da inteligência artificial e de avanços científicos na sociedade, a obra de Mustafa Suleyman explora os benefícios e riscos iminentes dessas tecnologias. O livro se destaca por oferecer uma visão clara e detalhada sobre como a IA está moldando o futuro e os desafios que devemos enfrentar para aproveitar seus potenciais.

Bônus: “Federer”, de Doris Henkel

Se você é fã do ex-tenista Roger Federer, este livro pode ser um presente perfeito. Com fotos inéditas e uma retrospectiva detalhada da vida e carreira do atleta, a obra é uma homenagem ao legado de Federer. Gates destaca que, mesmo achando que conhecia a história do tenista, descobriu novos detalhes ao ler o livro.

Reflexões de Bill Gates

Gates finaliza sua lista destacando que, em tempos de mudanças aceleradas, compreender o mundo e as forças que o moldam é essencial. Os livros escolhidos refletem sua busca por conhecimento e inspiração, oferecendo leituras que combinam aprendizado e prazer para fechar o ano com reflexões profundas.

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