Criadores podem perder € 22 bilhões com avanço da IA até 2028, aponta estudo da CISAC

Na última quarta-feira, a CISAC (Confederação Internacional de Sociedades de Autores e Compositores) divulgou um relatório alarmante sobre os impactos da inteligência artificial (IA) no mercado criativo. Segundo o estudo, criadores de música e audiovisual podem enfrentar perdas de receita de 24% e 21%, respectivamente, até 2028, totalizando uma perda acumulada de € 22 bilhões (R$ 139 bilhões) ao longo de cinco anos.

Impacto da IA no mercado criativo

O relatório, produzido em parceria com a consultoria PMP Strategy, destaca dois fatores principais que ameaçam os criadores:

  1. Uso não autorizado de obras por IA generativa: modelos de IA estão utilizando conteúdo humano sem remuneração, comprometendo a fonte de receita dos criadores.
  2. Concorrência com conteúdo gerado por IA: obras criadas por inteligência artificial competem diretamente com criações humanas, reduzindo as oportunidades de mercado para artistas.

Segundo a CISAC, o mercado de conteúdo gerado por IA crescerá significativamente, saltando de € 3 bilhões (R$ 18 bilhões) em 2023 para € 64 bilhões (R$ 405 bilhões) em 2028. No entanto, boa parte desse crescimento ocorre às custas da reprodução não licenciada de obras humanas.

Ameaças ao mercado musical e audiovisual

O impacto será particularmente grave para a indústria musical. A CISAC estima que até 2028, 20% das receitas das plataformas de streaming de música serão provenientes de conteúdos gerados por IA, enquanto 60% das bibliotecas de música dessas plataformas já poderão ser compostas por obras criadas por inteligência artificial.

No setor audiovisual, tradutores e adaptadores para dublagem e legendas serão os mais afetados, com um risco de perda de 56% em suas arrecadações. Roteiristas e diretores também enfrentarão cortes significativos, com uma redução salarial projetada entre 15% e 20%.

Chamado por regulamentação

Björn Ulvaeus, presidente da CISAC, enfatizou no relatório a necessidade de regulamentação eficaz para proteger os criadores humanos:

“A IA tem o poder de desbloquear novas e emocionantes oportunidades, mas devemos aceitar que, se mal regulamentada, a tecnologia também pode causar grandes danos aos criadores humanos, às suas carreiras e meios de subsistência.”

A confederação pede por um ambiente regulatório que garanta remuneração justa aos artistas cujas obras são usadas para treinar modelos de IA, bem como medidas que protejam a competitividade das produções humanas.

CEO da Intel renuncia em meio à crise financeira da empresa

A Intel, uma vez líder no setor de semicondutores, enfrenta mais um momento de turbulência com a surpreendente renúncia de seu CEO, Pat Gelsinger, após menos de quatro anos no cargo. A saída ocorre em um momento delicado para a empresa, que luta contra problemas financeiros e perde terreno para rivais como a Nvidia.

Dupla interina assume liderança

A direção da Intel será conduzida interinamente por dois executivos: David Zinsner, atual vice-presidente executivo e diretor financeiro, e Michelle Johnston Holthaus, responsável pelo grupo de Produtos Intel, que engloba áreas como computação do cliente e rede de IA. Ambos atuarão como CEOs interinos enquanto o conselho de administração busca um substituto definitivo para Gelsinger, que também renunciou ao cargo no conselho.

O presidente do conselho de administração, Frank Yeary, assumirá temporariamente o papel de presidente executivo. Yeary elogiou a contribuição de Gelsinger, destacando sua liderança na revitalização da fabricação de semicondutores de ponta e na promoção da inovação em toda a empresa.

Desafios financeiros e cortes na força de trabalho

A Intel registrou um prejuízo de 16,6 bilhões de dólares (cerca de 15,7 bilhões de euros) no último trimestre, o que reforça os desafios enfrentados pela companhia. Em agosto, Gelsinger havia anunciado planos para cortar cerca de 15% da força de trabalho da empresa, totalizando 15 mil empregos, como parte de um esforço para economizar 10 bilhões de dólares até 2025.

Além disso, a empresa enfrenta incertezas quanto ao financiamento federal prometido pela administração Biden. Inicialmente, a Intel receberia 8,5 bilhões de dólares em subsídios e 11 bilhões de dólares em empréstimos para a construção de fábricas de semicondutores. No entanto, fontes revelaram à Associated Press que parte desse financiamento pode ser reduzida, embora essa decisão não esteja relacionada aos resultados financeiros da empresa.

A ascensão da Nvidia e a perda de protagonismo

Enquanto a Intel luta para recuperar seu espaço, sua principal rival, Nvidia, consolidou-se como líder no mercado de chips voltados para inteligência artificial. A superioridade da Nvidia foi destacada recentemente com sua inclusão no índice Dow Jones Industrial Average, substituindo a Intel e marcando um ponto crítico na disputa entre as duas empresas.

A transição na liderança da Intel ocorre em um momento crucial, em que a empresa busca reestruturar suas operações, modernizar suas fábricas e competir em um setor cada vez mais dominado por avanços tecnológicos e demanda por chips de alto desempenho.

Meta alcança valorização recorde após decisão judicial contra TikTok nos EUA

As ações da Meta Platforms continuaram sua trajetória ascendente na sexta-feira, subindo 2,4% e fechando em um recorde histórico. A alta foi impulsionada pela decisão de um tribunal federal de apelações que manteve a lei exigindo que a ByteDance, controladora do TikTok, venda o aplicativo ou enfrente uma proibição nos Estados Unidos.

Crescimento exponencial das ações da Meta

Com essa nova alta, a Meta acumula um aumento de 77% no valor de suas ações em 2024, após quase triplicar sua valorização em 2023. Isso eleva o valor de mercado da empresa para cerca de US$ 1,6 trilhão, consolidando-a como uma das gigantes da tecnologia.

O desempenho da Meta acompanha o crescimento de outras grandes empresas de tecnologia. A Amazon também atingiu um recorde histórico de fechamento na sexta-feira, enquanto o índice Nasdaq, alimentado pelos ganhos das grandes empresas de tecnologia, subiu 0,8% no dia e acumula 32% de alta no ano.

Meta e a nova administração Trump

Na semana passada, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, participou de um jantar com o presidente eleito Donald Trump no resort Mar-a-Lago, na Flórida. Durante o evento, Zuckerberg apresentou os óculos equipados com câmeras Ray-Ban da empresa, sugerindo uma tentativa de se alinhar à nova administração.

A relação entre Zuckerberg e Trump tem sido marcada por controvérsias, mas o encontro indica que a Meta busca uma posição ativa no governo, especialmente considerando os desafios regulatórios e competitivos que a empresa enfrenta.

TikTok: um rival sob pressão

O TikTok, um dos principais concorrentes da Meta, tem cerca de 170 milhões de usuários nos EUA e conquistou popularidade, especialmente entre o público jovem. Em abril, o presidente Joe Biden assinou uma lei que exige que a ByteDance venda o TikTok. Caso contrário, empresas como Apple, Google e provedores de internet teriam que descontinuar o suporte ao aplicativo.

Na sexta-feira, um painel de três juízes do Tribunal de Apelações dos EUA em Washington, D.C., rejeitou o argumento do TikTok de que a lei viola a Primeira Emenda. O TikTok anunciou que pretende apelar à Suprema Corte, confiando na tradição da corte de proteger os direitos de liberdade de expressão dos americanos.

Estratégia de eficiência e inteligência artificial da Meta

A alta da Meta começou no final de 2022 e ganhou força em 2023, após Zuckerberg declarar o ano como o “ano da eficiência”. A empresa cortou cerca de 21 mil empregos e reconstruiu seus sistemas de publicidade com tecnologias de inteligência artificial.

No terceiro trimestre, a Meta relatou um aumento de 19% na receita em relação ao mesmo período do ano anterior, embora tenha alertado sobre um aumento significativo nos gastos com infraestrutura em 2025. Além disso, a empresa registrou 3,29 bilhões de “pessoas ativas diariamente” em suas plataformas no trimestre, um aumento de 5% em comparação ao ano anterior.

Zuckerberg destacou os investimentos da Meta em novos produtos e serviços de IA, que incluem grandes gastos em unidades de processamento gráfico da Nvidia e no desenvolvimento de centros de dados para suportar essa infraestrutura.

Avanços na IA e planos futuros

Na sexta-feira, Zuckerberg usou o aplicativo Threads para anunciar que o Meta AI atingiu quase 600 milhões de usuários mensais ativos e que a empresa em breve lançará a versão 3.3 do modelo de linguagem Llama, de código aberto. No entanto, ele não especificou como a Meta define um “usuário ativo mensal” para sua tecnologia de IA.

A Meta segue fortalecendo sua posição no mercado de tecnologia, diversificando suas operações e apostando em inovação com inteligência artificial, enquanto enfrenta a concorrência acirrada e os desafios regulatórios globais.

Banimento do TikTok nos EUA encerra mais uma etapa decisiva com derrota da empresa chinesa

A batalha do TikTok para impedir seu banimento nos Estados Unidos enfrentou mais um desafio significativo. Nesta sexta-feira, um painel de apelação federal manteve a decisão de uma lei do governo Biden que exige que a ByteDance, empresa-mãe chinesa do TikTok, venda o aplicativo ou enfrente a proibição no país. O prazo, que já está se aproximando, deve ser cumprido um dia antes da posse do presidente eleito Donald Trump.

Caso o processo avance como previsto, lojas de aplicativos como Apple e Google, além de empresas de hospedagem na internet, serão obrigadas a interromper a distribuição e atualização do TikTok, enfrentando penalidades caso descumpram a determinação.

A TikTok argumenta que a lei viola os direitos da Primeira Emenda, que protege a liberdade de expressão. Organizações como a ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis) reforçam essa posição, chamando a decisão de um precedente perigoso para os direitos civis.

Patrick Toomey, diretor adjunto do Projeto de Segurança Nacional da ACLU, afirmou:
“Proibir o TikTok viola flagrantemente os direitos da Primeira Emenda de milhões de americanos que usam o aplicativo para se expressar e se conectar com pessoas ao redor do mundo.”

A decisão judicial

O tribunal não aceitou o argumento de violação da Primeira Emenda. Na opinião do juiz Douglas Ginsburg:

“A Primeira Emenda existe para proteger a liberdade de expressão nos Estados Unidos. Aqui, o Governo agiu unicamente para proteger essa liberdade de uma nação adversária estrangeira e para limitar a capacidade desse adversário de coletar dados sobre pessoas nos EUA.”

A TikTok pretende recorrer da decisão à Suprema Corte, embora ainda não seja certo se o tribunal aceitará o caso. A empresa se mostra confiante: “A Suprema Corte tem um histórico estabelecido de proteger o direito dos americanos à liberdade de expressão, e esperamos que faça o mesmo neste importante caso constitucional.”

Histórico do TikTok na justiça estadunidense

A disputa jurídica em torno do TikTok nos EUA começou em 2019, com uma série de projetos de lei que tentavam restringir o alcance do aplicativo. O argumento central é o risco de segurança nacional, uma vez que a ByteDance está sujeita às leis de inteligência da China, que, teoricamente, poderiam obrigá-la a compartilhar dados com o governo chinês. O TikTok nega consistentemente essas alegações.

Além disso, a recente decisão tem impactos no mercado financeiro. A notícia fez com que as ações da Meta, concorrente direta do TikTok, subissem 2,4%, destacando as ramificações econômicas e estratégicas da possível proibição.

Google Wallet agora permite criar identidade digital usando passaporte

A Google começou a disponibilizar a opção de criar uma identidade digital a partir do seu passaporte para ser armazenada no Google Wallet e utilizada em pontos de controle da TSA (Administração de Segurança no Transporte) nos Estados Unidos.

Como Criar a Identidade Digital

De acordo com o blog da Google, o processo é simples:

  1. Abra o Google Wallet e selecione a opção “Criar um passe de identidade com seu passaporte dos EUA.”
  2. Siga as instruções para escanear o chip de segurança na parte de trás do passaporte.
  3. Grave um vídeo selfie para verificar sua identidade.
  4. Após o envio, o Google Wallet notificará quando o passe estiver pronto (geralmente em poucos minutos).

Nota: A Google reforça que essa identidade digital não substitui o documento físico e recomenda que o passaporte físico seja levado em viagens “por enquanto.”

Disponibilidade e suporte

  • A funcionalidade será liberada para “todos os usuários elegíveis” nas próximas semanas, conforme Jenny Cheng, VP e GM do Google Wallet. Não há especificação sobre data de liberação no Brasil, nem informações sobre a validade do documento.
  • Um mapa com os aeroportos que aceitam identidades digitais pode ser consultado no site oficial da TSA neste link, contando apenas com localidades dentro do território estadunidense.

O lançamento da nova função expande o interesse do aplicativo de se tornar mais presente no cotidiano dos usuários. No Novo México, bem como em outros cinco estados estadunidenses, já é possível utilizar um recurso do Google Wallet também como comprovante de habilitação para motoristas, conforme relatado pelo site 9to5Google.

Google anuncia pacote de novidades para Android 15 e dispositivos Pixel

A partir de hoje, usuários de dispositivos Android e Pixel começam a receber as primeiras atualizações trimestrais do Android 15. Entre os destaques, estão legendas aprimoradas, melhorias no assistente Gemini e no app Lookout, além de atualizações exclusivas para a linha Pixel, com funcionalidades específicas para o Pixel 9.

Principais novidades do Android

As Expressive Captions, ou Capções Expressivas, agora incluem descrições detalhadas de momentos não falados, como [suspiro] ou [aplausos]. Essas legendas estão disponíveis em qualquer lugar onde o recurso de legendas para vídeos pode ser acessado, incluindo aplicativos de redes sociais e mensagens de vídeo.

O app Lookout, voltado para pessoas com deficiência visual, agora utiliza o modelo Gemini 1.5 na funcionalidade Image Q&A. Isso permite descrições mais precisas e detalhadas de fotos tiradas ou abertas no aplicativo, expandindo o esforço da Google de trazer IA avançada para soluções de acessibilidade.

O Assistente Gemini traz novas extenções para Spotify (agora o assistente Gemini pode reproduzir músicas diretamente do Spotify, um recurso básico que ainda estava ausente) e pode ainda realizar ações como fazer chamadas, enviar e-mails e alterar configurações do telefone, aproximando-se das funcionalidades do Google Assistente tradicional.

Essas funções variam conforme o dispositivo e a versão do Android.

Recursos Exclusivos para Dispositivos Pixel

A série Pixel 9 recebe uma série de funcionalidades exclusivas:

  1. Triagem de Chamadas:
    • Sugestões contextuais de resposta enquanto o assistente atende a chamada, permitindo responder rapidamente sem precisar atender diretamente.
  2. App de Capturas de Tela (Screenshots):
    • Circle to Search: Opção de salvar pesquisas diretamente no app de capturas de tela.
    • Gboard: Sugestões de frases baseadas no conteúdo salvo no Screenshots.
    • Integração com Google Wallet: Permite salvar capturas de ingressos ou cartões diretamente no app de Screenshots.

Os modelos Pixel 6 e superiores recebem o recurso Identity Check, que exige autenticação adicional ao acessar configurações sensíveis em novos locais.


As atualizações começam a ser distribuídas hoje para dispositivos Android 15 e modelos Pixel 6 ou superiores. Verifique a compatibilidade do seu dispositivo para acessar as novas funcionalidades.

OpenAI firma parceria com empresa de tecnologia militar

A OpenAI anunciou sua primeira grande parceria no setor de defesa, colaborando com a Anduril Industries, uma startup de tecnologia militar fundada por Palmer Lucky, cofundador da Oculus VR. A parceria estratégica busca integrar os modelos de IA da OpenAI aos sistemas da Anduril, com o objetivo de melhorar a análise de dados sensíveis, reduzir a carga de operadores humanos e aprimorar a conscientização situacional. Essa aliança posiciona a OpenAI mais perto de colaborações diretas com o Departamento de Defesa dos EUA.

A Anduril é conhecida por fornecer tecnologias militares, como drones, submarinos autônomos e sistemas anti-drone. A startup já conquistou contratos substanciais com o governo, incluindo um projeto para desenvolver jatos de combate não tripulados e um contrato de US$ 100 milhões com o Escritório de Inteligência Digital e IA do Pentágono.

Sam Altman, CEO da OpenAI, reforçou que a parceria está alinhada com os valores democráticos e o objetivo de proteger cidadãos americanos:

“A OpenAI constrói IA para beneficiar o maior número possível de pessoas e apoia esforços liderados pelos EUA para garantir que a tecnologia mantenha os valores democráticos. Nossa parceria com a Anduril ajudará a proteger o pessoal militar americano e permitirá que a comunidade de segurança nacional use essa tecnologia de forma responsável.”

Mudança de política e contexto

A OpenAI fez mudanças significativas em sua política em janeiro de 2024, removendo uma cláusula que bania o uso de suas tecnologias para fins militares ou que envolvessem riscos de danos físicos. Essa alteração abriu caminho para projetos como a parceria com a Anduril. A política atual ainda proíbe o uso de suas ferramentas para ferir pessoas, desenvolver armas ou destruir propriedades, mas permite aplicações relacionadas à segurança nacional.

O Crescimento da IA no setor de defesa

A OpenAI não está sozinha nesse movimento em direção a aplicações militares. Outras empresas de IA também estão investindo no setor de defesa. Anthropic e Palantir uma parceria com a Amazon Web Services para fornecer modelos de IA para operações de defesa e inteligência. Rumores indicam que Shyam Shankir, CTO da Palantir, pode liderar a área de engenharia e pesquisa do Pentágono na nova administração de Donald Trump.

Cameo abre as portas para todos os criadores com o lançamento do CameoX

A plataforma Cameo, amplamente conhecida por seus vídeos personalizados de celebridades, está expandindo seus horizontes. Agora, qualquer pessoa pode se inscrever para criar vídeos personalizados e monetizar suas interações através do CameoX, anunciado oficialmente em um post no blog da empresa.

Essa mudança estratégica visa diversificar o mercado de criadores, eliminando barreiras que antes restringiam o acesso à plataforma apenas para figuras públicas já estabelecidas.

Por que o CameoX?

Desde sua fundação, o Cameo ganhou destaque ao conectar fãs com mensagens exclusivas de atores, músicos, atletas e outras personalidades. Contudo, os últimos anos trouxeram desafios significativos.

Entre os motivos que impulsionaram essa transformação, estão:

  • Perda de celebridades populares, como resultado de polêmicas, incluindo o uso indevido de vídeos para disseminação de desinformação.
  • Envolvimento com o FTC (Federal Trade Commission), que gerou uma multa pesada por violações relacionadas à transparência em endossos de celebridades.
  • A saída de figuras importantes, refletindo mudanças na dinâmica do mercado de mensagens personalizadas.

Segundo o CEO do Cameo, Steven Galanis, muitos talentos emergentes foram deixados de lado no passado. “Com o CameoX, esses dias acabaram”, declarou. A empresa não declara isso diretamente, mas a decisão parece ser também uma reação a um mercado de celebridades difícil de ser acompanhado por uma curadoria em tempos de internet, tanto pelo volume de pessoas a ser analisado quanto pela velocidade do surgimento e do desaparecimento de personalidades de longo alcance.

Como o CameoX funciona

O CameoX remove as antigas barreiras de entrada, permitindo que qualquer pessoa com paixão por se conectar com fãs entre na comunidade do Cameo. Desde o início do piloto, em maio de 2023, mais de 31.000 criadores já se inscreveram na plataforma. Agora, o processo de inscrição é direto e rápido, inspirado em modelos abertos como Twitch e YouTube.

Criadores podem se cadastrar pelo aplicativo ou no site oficial do Cameo, onde precisam passar por um processo de verificação de identidade. Após aprovados, eles podem definir seus próprios preços para vídeos personalizados, recebendo 75% do valor das reservas. A plataforma também oferece uma calculadora de ganhos para ajudar os criadores a projetarem sua receita.

Google lança o Veo: um modelo de IA que gera vídeos ultrarrealistas

O Veo, o mais recente modelo de vídeo generativo da do Google, já está disponível para alguns usuários. Anunciado inicialmente em maio de 2024, o Veo chega ao mercado antes do concorrente Sora, da OpenAI, que ainda não foi lançado.

Capacidades do Veo

O Veo é capaz de gerar vídeos de alta qualidade (resolução 1080p) a partir de prompts baseados em texto ou imagem. Além disso, oferece uma variedade de estilos visuais e cinematográficos. Durante a apresentação inicial, o modelo gerava clipes com duração acima de um minuto, mas o Google não especificou limites para a versão de prévia. A qualidade dos clipes gerados é surpreendente, com detalhes difíceis de distinguir como sendo feitos por IA.

Outras ferramentas foram anunciadas

Além do Veo, o Google anunciou que o modelo de geração de imagens Imagen 3 estará disponível para todos os clientes do Google Cloud a partir da próxima semana, ampliando sua estreia nos EUA através do AI Test Kitchen em agosto. Novos recursos devem incluir a edição de imagem através de prompts.

Salvaguardas e Marcação de Conteúdo

Para evitar o uso indevido de seus modelos, o Google implementou salvaguardas nos Veo e Imagen 3, incluindo a tecnologia SynthID, desenvolvida pela DeepMind. Esse sistema de marca d’água digital invisível ajuda a mitigar preocupações sobre desinformação e atribuição incorreta. Ele se assemelha ao sistema de Content Credentials da Adobe, que também marca conteúdos gerados por IA.

Concorrência com OpenAI e Impacto no Mercado

Com o lançamento do Veo, o Google amplia a vantagem competitiva sobre a OpenAI, que ainda não entregou seu modelo Sora, prometido para até o final de 2024. Enquanto isso, o mercado de conteúdo gerado por IA já está em alta, com 86% das organizações que utilizam IA generativa relataram aumento na receita, segundo o Google.

Year in Swipe: tendências de namoro no Tinder em 2024 e previsões para 2025

Com o final de 2024 se aproximando, o Tinder revelou as principais tendências que marcaram o comportamento de seus usuários ao longo do ano em seu “Year in Swipe”. Esses dados mostram como o namoro tem evoluído, especialmente entre jovens, e trazem insights sobre o que podemos esperar para 2025.

O que marcou 2024?

Este ano foi dominado por novas formas de expressão nos perfis e uma busca crescente por autenticidade e diversão. Palavras como “pickleball” (+148%), um esporte em ascensão, e “freak” (+118%), conectada à ideia de encontrar alguém que combine com sua energia, lideraram as menções em bios. A palavra “deserve” (+95%) também apareceu frequentemente, indicando que muitos solteiros estão estabelecendo limites claros e expectativas para relacionamentos.

Os estilos de comunicação mais populares foram aqueles que valorizam o contato humano. A maioria dos usuários afirmou preferir interações “ao vivo”, seguidas por “grandes fãs de mensagens” e “chamadas telefônicas”, enquanto videochamadas ficaram em último lugar na lista de preferências.

Além disso, as formas de demonstrar afeto também foram destacadas. Entre os estilos de amor preferidos, tempo juntos liderou, seguido por toque físico e gestos atenciosos. Presentes e elogios ficaram nas últimas posições, mostrando que a conexão emocional ainda é mais valorizada do que bens materiais.

Os emojis também desempenharam um papel interessante na comunicação. Entre os que mais cresceram em popularidade estão o 🎀 (laço rosa), ☁️ (nuvem) e 🎒 (mochila), que indicam uma abordagem mais leve e descontraída.

Previsões para 2025

O próximo ano promete trazer mudanças significativas no comportamento dos solteiros, com maior foco na intencionalidade e em conexões significativas. Uma tendência que se destaca é o conceito de “Loud Looking”, em que os usuários deixam claro em seus perfis o que estão procurando. Dados do Tinder mostram que 53% dos homens e 68% das mulheres desejam relacionamentos românticos, desafiando a percepção de que o aplicativo é voltado apenas para encontros casuais.

Outro movimento interessante é a popularidade de “vision boards”, ou quadros de visualização, usados por quase 20% dos solteiros de 18 a 30 anos para manifestar o relacionamento dos sonhos. O Tinder até lançou uma ferramenta interativa para ajudar os usuários a criarem esses quadros dentro do app.

A ideia de conexões breves e espontâneas também está ganhando espaço. O que o Tinder chama de “micro-conexões”, como trocas de mensagens rápidas ou olhares no metrô, reflete uma abordagem mais leve ao namoro, permitindo que as pessoas celebrem pequenas interações significativas.

Por outro lado, muitos usuários estão optando por reduzir o número de parceiros potenciais. Cerca de 25% dos entrevistados afirmaram preferir menos interações, mas mais profundas, o que reflete um desejo por relacionamentos mais intencionais. Além disso, amigos e até previsões astrológicas estão influenciando a escolha de parceiros: 40% dos usuários disseram que horóscopos guiarão suas decisões no próximo ano.

O Parceiro Ideal em 2025

O chamado “Golden Retriever” vibe, que remete a características como lealdade, energia positiva e otimismo, é o perfil mais desejado para 2025. Além disso, qualidades como confiabilidade (40%), atração física (35%) e valores compartilhados (31%) também foram apontadas como essenciais. Já os principais fatores que afastam possíveis parceiros incluem má higiene (50%), rudez (44%) e falar muito sobre ex-relacionamentos (34%).

De acordo com Melissa Hobley, CMO do Tinder, 2025 será marcado por maior autenticidade e intencionalidade nos relacionamentos. Solteiros estão cada vez mais focados em se expressar com clareza sobre suas necessidades, enquanto valorizam momentos espontâneos e conexões significativas. O futuro dos encontros parece estar menos focado em quantidade e mais em qualidade, com uma ênfase crescente em experiências reais e transformadoras.

Para mais informações sobre o Year in Swipe 2024, acesse o site oficial do Tinder.

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