Lei das Bets enfrenta contestação da PGR por inconstitucionalidade

Menos de um ano após a sanção da Lei das Bets pelo presidente Lula, a Procuradoria-Geral da República (PGR) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar sua validade. Segundo Paulo Gonet, procurador-geral da República, a legislação apresenta lacunas que comprometem direitos fundamentais e os princípios econômicos do país, expondo a população a riscos sociais significativos.

A ação, protocolada na última segunda-feira (11), também inclui a lei 13.756/2018, que legalizou as apostas esportivas de quota fixa. Gonet argumenta que a legislação permite uma exploração descontrolada do setor, facilitando abusos e expondo consumidores, especialmente os mais vulneráveis, a práticas consideradas predatórias.

Impactos sociais e econômicos em foco

Para a PGR, as apostas esportivas se tornaram uma ameaça não apenas econômica, mas também social. A falta de mecanismos de proteção robustos, associada à ausência de critérios claros para regular as operadoras, representa um risco para direitos fundamentais como saúde, alimentação e a proteção de grupos vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com deficiência.

Um dado alarmante reforça essa visão: somente em agosto, beneficiários do programa Bolsa Família destinaram cerca de R$ 3 bilhões às apostas esportivas. Para Gonet, essa prática demonstra o impacto desproporcional das apostas sobre famílias de baixa renda, configurando um desequilíbrio entre o entretenimento oferecido e as consequências econômicas e sociais geradas.

Dificuldades de fiscalização e arrecadação

Um dos principais desafios apontados pela PGR é o fato de que muitas empresas do setor estão sediadas no exterior, dificultando a fiscalização e a arrecadação tributária. Essa dinâmica enfraquece o controle estatal e reduz a eficácia das tentativas de regulamentação. Além disso, a PGR critica a ausência de políticas efetivas para evitar práticas abusivas e para assegurar o uso ético das plataformas de apostas.

Apesar dos esforços do governo federal, que publicou uma lista com cerca de 200 plataformas autorizadas a operar no Brasil, a eficácia dessas medidas ainda é limitada. O presidente Lula já sinalizou que, caso não haja avanços na regulamentação, poderá reverter a liberação das apostas esportivas.

Caminhos possíveis para o futuro do mercado de apostas

A ação da PGR levanta questões cruciais sobre o futuro das apostas esportivas no Brasil. Entre os principais pontos de atenção estão:

  1. Proteção aos consumidores: É essencial criar medidas que limitem os danos sociais, especialmente entre os mais vulneráveis.
  2. Fiscalização e tributação eficazes: Regular empresas estrangeiras será fundamental para garantir a arrecadação e evitar a evasão fiscal.
  3. Impacto social sustentável: É necessário um equilíbrio entre o potencial de arrecadação e os riscos de dependência e endividamento que afetam milhões de famílias.

A iniciativa da PGR reacende o debate sobre o papel do Estado na regulação de mercados de alto impacto social. Caso o STF aceite o pedido, o Brasil poderá enfrentar mudanças significativas na operação e na regulamentação das apostas esportivas, influenciando não apenas o mercado local, mas também o modo como o país se posiciona diante de indústrias com alta complexidade regulatória.

Nova atualização consegue melhorar o Kindle Paperwhite

O Kindle Paperwhite continua a se destacar como uma das melhores opções de e-reader disponíveis no mercado, especialmente após a atualização de 2024. Com melhorias em desempenho e tela, o dispositivo reafirma sua posição como líder entre os dispositivos de leitura digital, mesmo com alguns pontos que poderiam ser aprimorados.

A nova versão do Kindle Paperwhite chega com uma tela maior, de 7 polegadas, mantendo a resolução de 300 dpi e oferecendo uma experiência de leitura confortável em qualquer ambiente, seja sob a luz do sol ou em um quarto escuro. Seu preço de lançamento nos Estados Unidos é de $159,99 para a versão com anúncios, enquanto o modelo sem anúncios custa $179,99. Além disso, o produto apresenta um design leve, compacto e resistente à água (IPX8), com opções de cores como preto, framboesa e jade.

Uma das principais melhorias após a atualização está na velocidade do dispositivo. Com um aumento de 25% no desempenho em relação à geração anterior, o Kindle Paperwhite garante uma navegação fluida, reduzindo significativamente os atrasos entre mudanças de página ou abertura de livros. Embora a atualização não seja tão perceptível para quem já possui o modelo anterior, ela oferece uma experiência aprimorada para novos usuários.

O Kindle também é uma alternativa econômica para leitores frequentes. Com e-books geralmente mais baratos do que livros físicos, ele se paga ao longo do tempo. O dispositivo é compatível com a integração Libby, que permite importar livros de bibliotecas públicas diretamente para o e-reader, ainda que muitos dos títulos deste recurso possam ser lidos apenas em inglês. Além disso, serviços como o Kindle Unlimited oferecem acesso a uma vasta seleção de títulos por uma assinatura mensal, enquanto o programa First Reads dá aos membros Prime acesso antecipado a e-books gratuitamente.

Comparado ao modelo Signature Edition, o Kindle Paperwhite oferece uma vantagem notável: sua tela de bloqueio impede ativações acidentais, algo que pode acontecer com a versão sem anúncios. No entanto, a posição do botão de energia na parte inferior do dispositivo continua sendo um incômodo, e a falta de botões físicos para virar páginas — presentes no descontinuado Kindle Oasis — é uma ausência sentida.

Apesar dessas pequenas desvantagens, o Kindle Paperwhite permanece como a melhor opção de e-reader no mercado atualmente. Seu equilíbrio entre custo, desempenho e recursos faz dele uma escolha excelente para leitores digitais de todos os níveis. Com a atualização de 2024, ele reafirma sua posição como líder no segmento, mesmo enquanto deixa algumas oportunidades de melhoria para futuras edições.

Stephen King reaparece no X/Twitter após rumores sobre a suspensão de sua conta

Nos últimos dias, circularam rumores de que Stephen King teria sido banido da plataforma X (antigamente conhecida como Twitter) após fazer uma piada chamando Elon Musk de “primeira-dama de Donald Trump”. A conta do escritor de terror, no entanto, continuou ativa, e nenhuma publicação com esse teor foi encontrada em seu perfil.

Embora King seja conhecido por criticar Musk frequentemente, incluindo sua associação com Trump, o próprio autor esclareceu a situação. Na última quarta-feira, ele usou o X para desmentir os rumores:

“Ouvi dizer que há um boato de que eu chamei o Musk de nova primeira-dama de Trump. Não o fiz, mas apenas porque não pensei nisso”, escreveu King. “Também há um boato de que o Muskie me expulsou do Twitter. No entanto, aqui estou eu.”

Com isso, fica claro que King não foi banido e que ele não pretende moderar suas críticas a Musk tão cedo.

Microsoft tenta forçar a migração para o Edge e causa mal-estar entre usuários

A Microsoft continua adotando táticas controversas para tentar atrair usuários do Chrome para o seu navegador Edge. Segundo um artigo do The Verge, uma nova atualização do Edge está configurada para iniciar automaticamente no sistema e oferecer a opção de importar abas e dados do Chrome, algo que já havia causado polêmica anteriormente.

Comportamento do Edge e novas táticas

Segundo relataram alguns usuários, houve casos recentes de abertura automática do Edge durante a inicialização do Windows, com uma mensagem padrão que prometia melhorar a “experiência de navegação” dos usuários. Essa sugestão, detalhava a mensagem, incluía a importação de dados do Chrome. Nessa mensagem, o botão de confirmação era destacado em azul, enquanto a opção de fechar o pop-up aparecia como um pequeno “X” branco, dificultando a rejeição.

Segundo a Microsoft, trata-se de uma notificação para oferecer aos usuários a “escolha” de importar seus dados. No entanto, críticas apontam que a prática pode ser vista como uma forma de enganar os usuários a migrar para o Edge.

Histórico de práticas polêmicas

Desde o lançamento da versão baseada em Chromium do Edge em 2020, a Microsoft tem adotado estratégias agressivas para impulsionar seu uso. Entre as práticas destacadas:

  • Atualização automática do Edge após atualizações do Windows.
  • Bloqueio de ferramentas como o EdgeDeflector, que permitia usar navegadores diferentes no Windows 11.
  • Barreiras para mudar o navegador padrão no sistema operacional.
  • Mensagens emergentes desencorajando o download do Chrome.
  • Respostas falsas geradas por IA no Bing para favorecer o Edge.

Essas ações têm gerado desconfiança por parte dos usuários, que veem as tentativas como intrusivas e potencialmente prejudiciais à experiência de navegação.

Impacto na confiança dos consumidores

A insistência da Microsoft em promover o Edge tem afetado a percepção dos usuários em relação ao navegador, ao Windows 11 e até mesmo às iniciativas da empresa em inteligência artificial. A controvérsia em torno do Recall, por exemplo, destacou como essas práticas podem prejudicar a imagem da empresa, especialmente no momento em que tenta integrar IA de forma mais ampla nos seus produtos.

Essas abordagens agressivas levantam questões sobre os limites éticos e de transparência nas estratégias de marketing tecnológico, particularmente em um mercado onde a escolha do consumidor deveria ser soberana.

Apple deve lançar câmera inteligente para residências

A Apple parece estar expandindo sua linha de produtos para além de iPhones e MacBooks com o desenvolvimento de sua primeira câmera inteligente para residências, de acordo com informações do renomado analista Ming-Chi Kuo, publicadas no Medium. O processo de pesquisa e produção do item, no entanto, deve ser finalizado apenas em 2026. A empresa promete trazer integração com o ecossistema da Apple e funcionalidades avançadas.

O que sabemos sobre a câmera inteligente da Apple

Conforme relatado por Kuo, a nova câmera se conectará sem fio a outros dispositivos da Apple, uma característica já comum em tecnologias domésticas inteligentes. Além disso, o produto contará com funcionalidades do Siri e da Apple Intelligence, a ferramenta de inteligência artificial da empresa, embora detalhes sobre essas capacidades ainda não tenham sido revelados.

Especulações sobre o design e o propósito da câmera continuam em aberto. Não está claro se o produto será semelhante às câmeras de segurança usadas em campainhas inteligentes, como as da Ring, ou se terá um enfoque diferente e menos associado à vigilância direta.

O contexto da expansão

Com a chegada de produtos como a câmera inteligente, a Apple parece seguir uma tendência de mercado em que dispositivos domésticos inteligentes ganham protagonismo. O lançamento planejado para 2026 reforça o compromisso da empresa em diversificar seu portfólio e aumentar a integração entre os produtos do ecossistema Apple.

RD Station quer inteligência artificial integrada e invisível

A RD Station, reconhecida por suas soluções de automação de marketing, avança em um plano estratégico para tornar a inteligência artificial (IA) central e praticamente imperceptível no uso diário de suas ferramentas. Conforme descrito por Bruno Ghisi, CTO da empresa, em entrevista ao IT Forum, a IA na RD Station é tratada como um meio essencial para viabilizar funcionalidades, sem ser o foco final. “A inteligência artificial é o meio, não o fim,” enfatiza Ghisi.

A evolução da IA na RD Station: o MentorIA

O motor de IA da RD Station, batizado de MentorIA, já desempenha um papel crucial na oferta de produtos da empresa, dividindo-se em três frentes principais:

  1. IA integrada aos produtos: Recursos como geração de conteúdo, automação de atendimento e análise de dados recebem o selo MentorIA, indicando o uso de IA.
  2. Criação de conteúdos otimizados: A IA apoia desde a criação de títulos de posts até roteiros de vídeos, economizando tempo e aumentando a produtividade.
  3. Agentes especializados: Sistemas baseados em IA adaptam-se às necessidades específicas dos clientes e seus setores, oferecendo suporte customizado.

Integração com o WhatsApp e facilidades para os clientes

Um dos destaques da estratégia é a integração com o WhatsApp, ferramenta amplamente usada no Brasil. A funcionalidade permite que vendedores atualizem CRMs, registrem oportunidades de negócios e disparem campanhas diretamente pelo aplicativo, inclusive por comandos de voz. A parceria com a Meta posiciona a RD Station como um diferencial em produtividade, aproveitando a familiaridade dos clientes com a plataforma.

IA como camada invisível no futuro das empresas

Bruno Ghisi acredita que a IA generativa será tão naturalizada no futuro que os usuários não perceberão que estão interagindo com máquinas. A meta da RD Station é expandir a IA para personalizar ainda mais suas ferramentas, tornando-as acessíveis a pequenos empreendedores e grandes corporações. “Estamos caminhando para um cenário onde a inteligência artificial será absorvida pelas operações sem a necessidade de diferenciação,” comenta Ghisi.

Investimento em infraestrutura e e-commerce

A infraestrutura da RD Station já suporta mais de 500 milhões de contatos, mas há um esforço contínuo para torná-la mais escalável e ágil. A recente expansão para o e-commerce reflete a aposta em soluções para pequenos lojistas e grandes varejistas, otimizando campanhas e gerenciando atendimentos de forma eficiente.

Outro foco é a criação de fluxos de trabalho multicanais que entreguem a mensagem certa, no momento ideal e pelo canal adequado. Essa abordagem busca integrar ainda mais os processos de comunicação e marketing, ampliando os resultados dos clientes.

Compromisso com a acessibilidade tecnológica

O CTO ressalta que o objetivo da RD Station é facilitar o crescimento das empresas, eliminando a necessidade de domínio técnico profundo por parte dos usuários. “Nosso foco está em ajudar empresas de todos os portes a crescerem, com a IA como uma aliada que, com o tempo, se tornará tão natural quanto enviar um e-mail ou fazer uma ligação,” conclui Ghisi.

Zuckerberg não é responsável pelos danos que suas plataformas causam às crianças, diz justiça

Em uma decisão significativa, a juíza federal Yvonne Gonzalez Rogers, em Oakland, Califórnia, declarou que o CEO da Meta Platforms, Mark Zuckerberg, não pode ser considerado pessoalmente responsável em 25 processos que acusam a empresa de causar danos à saúde mental de crianças por meio de redes sociais como Facebook e Instagram.

Argumentos apresentados e decisão judicial

Os processos alegavam que Zuckerberg desempenhou papel central em direcionar a Meta para ocultar os sérios riscos à saúde mental associados ao uso das plataformas, ignorando alertas internos e minimizando publicamente os perigos. No entanto, a juíza rejeitou as alegações contra o CEO, afirmando que não foram apresentadas evidências específicas que demonstrassem sua responsabilidade direta. Segundo Rogers, “o controle sobre a atividade corporativa por si só é insuficiente” para estabelecer culpa pessoal.

A decisão, entretanto, não afeta os processos em andamento contra a Meta como corporação, que continua sendo acusada de priorizar lucros em detrimento da segurança de jovens usuários.

Processos em múltiplos estados

Os processos foram movidos em 13 estados norte-americanos, incluindo Arizona, Geórgia, Marylan, Nova York, Carolina do Norte e Pensilvânia.

Previn Warren, sócio da Motley Rice e advogado dos reclamantes, declarou que seus clientes continuarão reunindo provas para “revelar a verdade sobre como a Big Tech tem conscientemente priorizado os lucros em detrimento da segurança de nossos filhos.”

Contexto e impacto

A decisão ocorre em meio a um cenário de crescente escrutínio sobre a atuação das grandes empresas de tecnologia no que diz respeito à saúde mental de seus usuários, especialmente crianças e adolescentes. As plataformas da Meta, como o Instagram, foram alvos de críticas após revelações de que relatórios internos da empresa reconheciam impactos negativos no bem-estar psicológico de jovens usuários.

Reações e próximos passos

Enquanto a decisão protege Zuckerberg de responsabilidade pessoal, ela não encerra os debates em torno das práticas corporativas da Meta. A empresa permanece sob investigação e enfrentando processos que podem influenciar mudanças regulatórias no setor de tecnologia.

Após gafe em cotação do dólar, Google explica a origem de seus dados cambiais

Na última quarta-feira (6), o Google retirou do ar sua cotação cambial em tempo real após apresentar um erro que mostrava o dólar acima de R$ 6, chegando a registrar o valor de R$ 6,19. A empresa explicou que a alta apresentada, de cerca de 8%, era imprecisa, já que o valor mais alto registrado pela moeda, de fato, foi R$ 5,86, representando um crescimento real de apenas 2%.

Nota oficial do Google sobre a falha

Segundo comunicado oficial enviado a jornalistas, o Google explicou que os dados utilizados na Busca para cotações cambiais são fornecidos por terceiros. Em casos de falhas ou imprecisões, como o ocorrido, o sistema é desativado temporariamente para ajustes. “Os recursos da Busca, como o câmbio de moeda, são baseados em dados de terceiros e, em caso de imprecisões, nós removemos as informações da Busca e trabalhamos com o provedor dos dados para ajustá-las o mais breve possível.”

Recomendações ao público

O Google reforça que as cotações fornecidas são meramente informativas e não devem ser utilizadas para decisões financeiras ou negociações. A empresa recomenda que os usuários consultem seus agentes financeiros ou representantes antes de realizar transações baseadas nas informações apresentadas.

Em sua página oficial sobre o funcionamento de recursos como cotações cambiais, o Google informa que “todos os dados e informações são fornecidos ‘no estado em que se encontram’ somente para fins informativos, e não para fins de negociação ou recomendação sobre investimentos, tributos, questões jurídicas, financeiras nem outros assuntos.”

Declaração sobre responsabilidade

A empresa também destacou que não desempenha o papel de consultor financeiro ou corretor de valores, afirmando: “O Google não é um consultor financeiro ou de investimentos nem um corretor de valores. Os dados e as informações não constituem orientações sobre investimentos nem uma oferta, recomendação ou solicitação do Google para comprar, vender ou reter títulos ou produtos financeiros.”

Contexto e impacto

Erros como o registrado podem gerar confusões significativas para investidores e usuários que dependem das informações da plataforma para monitorar variações cambiais. No entanto, o Google busca minimizar os impactos ao desativar o serviço até que os dados sejam corrigidos.

Iniciativas Digitais: apenas 48% atendem expectativas, revela Gartner

Menos da metade das iniciativas digitais nas empresas atingem ou superam as metas esperadas, segundo estudo do Gartner. A pesquisa, que ouviu 3.100 CIOs e 1.100 executivos de outras áreas (CxOs) de empresas em 88 países, destaca que apenas 48% dessas iniciativas alcançam os resultados de negócio desejados.

Por outro lado, um seleto grupo chamado de “vanguarda digital” conseguiu uma taxa de sucesso de 71%, atribuindo o desempenho à colaboração estreita entre CIOs e CxOs.

Colaboração Entre CIOs e CxOs: o segredo do sucesso

Segundo Raf Gelders, vice-presidente de pesquisa do Gartner, o sucesso das iniciativas digitais nesse grupo especial se deve à divisão equitativa de responsabilidades. “CIOs e CxOs são igualmente responsáveis e envolvidos na entrega das soluções digitais de que suas empresas necessitam”, afirmou Gelders. Isso representa uma mudança em relação ao modelo tradicional de projetos de TI, que costumava ser liderado majoritariamente por CIOs.

Os CxOs dessas empresas de vanguarda dedicam 35% das equipes de negócios ao trabalho com tecnologia, comparado a 21% nas demais empresas. Além disso, eles realizam reuniões frequentes com os CIOs, até quatro vezes mais do que os CxOs de outras empresas.

Investimentos Focados em 2025

O estudo também destaca as prioridades de investimento dos CIOs para 2025. Mais de 80% planejam aumentar os investimentos em: cibersegurança, inteligência artificial (IA), IA generativa, inteligência de negócios (BI), analytics e integração de APIs.

Entretanto, apenas 16% dos CIOs consideram prioritário formar uma força de trabalho com habilidades tecnológicas em toda a empresa, e apenas 18% afirmam que irão priorizar a liderança compartilhada em tecnologia.

A Perspectiva do Futuro

De acordo com Jaime Capella, vice-presidente e analista do Gartner, o sucesso das iniciativas digitais requer um esforço conjunto entre CIOs e CxOs. “Para ter êxito, os CIOs precisam que seus pares coliderem as iniciativas digitais com eles”, afirmou. Além disso, a pesquisa ressalta a necessidade de tecnologias que possam ser usadas tanto pela TI quanto por outras áreas de negócios, aumentando a colaboração e eficiência nas empresas.

Setores de tecnologia e internet lideram lista de fusões e aquisições no Brasil em 2024

Pesquisa recente da KPMG apontou que, em 2024, os setores de tecnologia da informação (TI) e internet lideraram as operações de fusão e aquisição (M&A) no Brasil, totalizando 355 e 199 negócios, respectivamente. O setor financeiro ficou em terceiro lugar, com 68 transações. No total, foram realizadas 1.196 operações nos primeiros nove meses de 2024, abrangendo 43 setores da economia.

Esse número representa um crescimento de 5% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram registradas 1.142 transações.

Crescimento impulsionado por fundos de capital de risco

De acordo com Paulo Guilherme Coimbra, sócio da KPMG, o crescimento nas transações de TI foi impulsionado principalmente por fundos de capital de risco e private equity, que participaram de mais de 65% das operações no setor. “Companhias de tecnologia da informação continuaram como o principal setor em número de operações”, destacou Coimbra.

Outros setores em destaque

Além de TI, os setores que mais se destacaram em M&A no Brasil em 2024 incluem:

  • Energia: 51 transações
  • Serviços para empresas: 41
  • Imobiliário: 39
  • Alimentos, bebidas e fumo: 37
  • Telecomunicações e mídia: 29
  • Educação: 24
  • Produtos químicos e farmacêuticos: 23

Distribuição geográfica

As operações envolveram empresas localizadas em 24 estados brasileiros, com destaque para:

  • São Paulo: 609 transações (55,6% do total)
  • Rio de Janeiro: 108 (9,9%)
  • Minas Gerais: 77 (7%)

Das 1.196 operações realizadas, a maioria (766 transações) foi do tipo doméstica, ou seja, entre empresas brasileiras.

Recuperação no volume de transações

Coimbra observou que houve uma recuperação significativa no volume de transações a partir do segundo trimestre de 2024. Apesar das incertezas políticas, como as eleições nos EUA, e das tensões geopolíticas, o sócio da KPMG acredita que a redução gradual das taxas de juros nos Estados Unidos poderá incentivar novos investimentos internacionais no Brasil.

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