Top 10 tendências tecnológicas e estratégicas para 2025

A Gartner divulgou no final de outubro um levantamento que aponta quais são as principais tendências tecnológicas e estratégicas para 2025.

O relatório anual da Gartner para 2025 destaca as tendências que, segundo o estudo, moldarão o futuro das organizações, oferecendo uma visão abrangente do impacto das inovações no mercado e nas operações empresariais. Dividido em três grandes temas, o report explora como as novas tecnologias podem transformar a maneira como as empresas enfrentam desafios de produtividade, segurança e inovação.

IA e seus desafios éticos e operacionais

A Inteligência Artificial (IA) continuará a ocupar o centro das atenções. O desenvolvimento de agentes autônomos, conhecidos como IA Agente, promete criar uma força de trabalho virtual capaz de planejar e agir de forma independente para atingir metas estabelecidas. Contudo, sua implementação requer diretrizes claras para evitar desvios éticos e operacionais. Paralelamente, as plataformas de governança de IA surgem como ferramentas indispensáveis para garantir o uso responsável da tecnologia, estabelecendo políticas que promovam transparência e confiança.

Outro ponto crucial é a segurança contra desinformação. Tecnologias que detectam e combatem fraudes digitais e narrativas prejudiciais reforçam controles de validação de identidade e protegem marcas em um ambiente cada vez mais vulnerável.

Novas fronteiras da computação

O avanço da computação quântica exige preparativos, e soluções como a criptografia pós-quântica (PQC) estão sendo desenvolvidas para proteger dados contra futuros riscos de decodificação. Além disso, a computação invisível e integrada no ambiente cotidiano, conhecida como inteligência ambiente, oferece experiências mais intuitivas e naturais, enquanto tecnologias voltadas para eficiência energética reduzem o impacto ambiental e melhoram a sustentabilidade das operações.

A computação híbrida, que combina diferentes mecanismos de processamento e armazenamento, também está em destaque. Ela promete acelerar a inovação, permitindo uma personalização em tempo real e possibilitando avanços tanto para negócios autônomos quanto para as capacidades humanas.

Sinergia entre humanos e máquinas

A interação entre o mundo físico e o digital continuará a evoluir. A computação espacial, que combina tecnologias como realidade aumentada e virtual, transformará setores como saúde, varejo e educação, oferecendo experiências imersivas e altamente interativas. Robôs multifuncionais estão ganhando destaque por sua capacidade de realizar diferentes tarefas sem necessidade de infraestrutura adicional, enquanto as tecnologias de aprimoramento neurológico abrem caminho para melhorias cognitivas, educação personalizada e maior segurança no trabalho.

Visão geral

Num geral, as tendências apontam para um mercado focado em inovação responsável, onde a tecnologia busca resolver problemas complexos de forma sustentável e ética. O impacto crescente da IA demonstra uma mudança significativa na maneira como as organizações estão lidando com automação, segurança e governança. A computação híbrida e a eficiência energética refletem a urgência em equilibrar inovação com sustentabilidade, enquanto as ferramentas que promovem a integração entre humanos e máquinas indicam o desejo de criar ambientes mais colaborativos e intuitivos.

O cenário descrito no relatório também reflete o momento de transição em que o mercado se encontra. As empresas estão cada vez mais comprometidas em integrar avanços tecnológicos de maneira que sejam benéficos para as operações internas e para a sociedade como um todo, em um cenário onde essas novas tecnologias ainda necessitam de intensa supervisão humana. Isso exige não apenas investimentos em tecnologia, mas também em governança, habilidades técnicas e estratégias de longo prazo para aproveitar ao máximo essas inovações emergentes.

Segundo CCDH, algoritmo do X/Twitter favoreceu Donald Trump nas eleições estadunidenses

Durante as eleições presidenciais dos Estados Unidos em 2024, a plataforma X, de Elon Musk (anteriormente conhecida como Twitter), alcançou um “recorde de utilização”. Em paralelo a isso, um estudo do Center for Countering Digital Hate (CCDH) aponta que o proprietário da rede social pode ter manipulado o algoritmo para favorecer publicações pró-Trump.

Musk, política e o X nas eleições americanas

Elon Musk, um conhecido apoiador de Donald Trump, expressou publicamente sua satisfação com a vitória do republicano, incluindo o compartilhamento de uma imagem gerada por IA onde ele “carrega” um lavatório para a Casa Branca com a legenda: “Let that sink in”, uma referência à sua aquisição do X em 2022.

Enquanto Musk celebrava o “recorde de utilização” da plataforma, estudos mostraram que várias de suas publicações continham informações falsas ou enganosas sobre as eleições. Segundo o CCDH, pelo menos 87 dessas postagens, identificadas por verificadores de fatos como enganosas, somaram 1,7 bilhões de visualizações. Em comparação, elas geraram o dobro de engajamento de todos os anúncios políticos combinados na plataforma, o que equivaleria a cerca de 24 milhões de dólares investidos em anúncios pagos.

Uma das alegações falsas mais vistas envolvia estados decisivos e a suposta “importação de eleitores”, alcançando 21 milhões de visualizações.

Manipulação do algoritmo e aumento de engajamento

O estudo do CCDH também destaca mudanças significativas no engajamento da conta de Musk desde julho de 2024. As visualizações de suas publicações aumentaram 138%, os retweets cresceram 238% e os “likes” subiram 186%, números muito superiores aos de outras contas políticas de destaque na rede.

Além disso, o relatório sugere que o algoritmo do X foi ajustado para amplificar desproporcionalmente publicações de Musk, frequentemente favoráveis a Trump e críticas à candidata democrata Kamala Harris. Essa manipulação teria contribuído para aumentar a visibilidade do conteúdo pró-Trump em detrimento de mensagens concorrentes.

As ações de Musk, segundo os pesquisadores, “torpedearam a fantasia de que redes sociais como o X são neutras”. Anteriormente, o bilionário já havia mobilizado uma equipe para aumentar o alcance de suas publicações, como revelado pelo The Verge.

Bancada da criptomoeda elege quase 300 candidatos na eleição estadunidense

A criptoindústria realizou uma das maiores campanhas de influência corporativa da história recente, investindo mais de US$ 135 milhões para impulsionar candidatos pró-criptomoedas nas eleições de 2024 nos Estados Unidos. Esse movimento, liderado por empresas como Coinbase, Ripple e pelo fundo de investimentos Andreessen Horowitz, teve como objetivo promover uma agenda de desregulamentação e apoio à tecnologia blockchain no cenário político norte-americano.

A vitória de Trump e a ascensão da agenda cripto

Com a vitória de Donald Trump na presidência, o setor cripto vislumbra uma nova era de apoio governamental. Trump prometeu desregulamentar amplamente o setor financeiro, o que inclui maior liberdade para o desenvolvimento de tecnologias baseadas em blockchain e criptomoedas.

Entre os estados mais visados pela campanha, Ohio foi destaque, com a eleição de Bernie Moreno, candidato republicano entusiasta de criptomoedas. Moreno recebeu cerca de US$ 40 milhões em apoio da indústria, superando o democrata Sherrod Brown, conhecido por sua postura crítica às moedas digitais e presidente do Comitê Bancário do Senado.

Impacto político e econômico

Câmara dos Deputados

  • 253 candidatos favoráveis às criptomoedas foram eleitos.
  • Apenas 115 opositores conseguiram cadeiras, segundo o Stand With Crypto, grupo que monitora o apoio político ao setor.

Senado

  • 16 senadores pró-cripto foram eleitos.
  • 12 críticos à tecnologia também conquistaram vagas.

Além disso, na noite da apuração, o impacto foi imediato nos mercados. O preço do bitcoin atingiu um recorde de US$ 75.000, reforçando o otimismo do setor diante de um cenário político favorável.

Contexto global e próximos passos

A intensa mobilização nos EUA ocorre em um momento de discussões globais sobre a regulamentação do setor. No Brasil, por exemplo, o Banco Central anunciou a segunda fase de consulta pública para regulamentação de criptomoedas, enquanto eventos como a Satsconf em São Paulo reforçam o papel do bitcoin no mercado brasileiro.

Nos EUA, a expectativa é que a nova configuração política impulsione legislações favoráveis às criptomoedas, ao mesmo tempo em que desafia os críticos do setor.

Operações do TikTok são encerradas no Canadá por questões de “segurança nacional”

O governo canadense ordenou o fechamento da subsidiária da TikTok no país, a TikTok Technology Canada, e o fechamento dos escritórios da empresa em Toronto e Vancouver, após uma análise de segurança nacional.

Segundo François-Philippe Champagne, ministro da Inovação, Ciência e Indústria, a decisão foi baseada em evidências coletadas pelo conselho de segurança e inteligência do Canadá, com apoio de parceiros internacionais.

Apesar disso, o aplicativo continuará acessível no país. “O governo não irá bloquear o acesso dos canadenses ao aplicativo TikTok ou sua capacidade de criar conteúdo”, afirmou Champagne, mas alertou sobre os potenciais riscos de segurança, especialmente relacionados ao compartilhamento de informações com empresas estrangeiras, como a chinesa ByteDance, proprietária do TikTok

Histórico de restrições ao TikTok

A decisão do Canadá ocorre em meio a crescentes preocupações globais sobre o TikTok, especialmente em relação à privacidade dos dados e sua conexão com o governo chinês.

  • Proibição em dispositivos governamentais: nos EUA, há dois anos, o TikTok foi banido em dispositivos oficiais, sob alegações de que dados como histórico de navegação, localização e identificadores biométricos poderiam ser acessados por lideranças chinesas — algo que a empresa negou. Medidas similares foram adotadas no Canadá e no Reino Unido .
  • Risco a crianças: em 2023, o TikTok foi multado em US$ 368 milhões pela União Europeia por falhas na proteção da privacidade de crianças. Além disso, o aplicativo enfrenta processos nos EUA devido a seu potencial viciante para jovens .
  • Possívelo nos EUA: o presidente dos EUA Joe Biden assinou uma lei exigindo que a ByteDance venda o TikTok para uma empresa americana ou enfrentará um banimento completo no país. A empresa está contestando judicialmente essa medida .

Questionamentos e consequências

Michael Geist, professor da Universidade de Ottawa, questionou a abordagem do governo canadense. Segundo ele, banir a empresa enquanto permite o uso do aplicativo pode ser contraproducente. “Os riscos associados ao aplicativo permanecem, mas a capacidade de responsabilizar a empresa será enfraquecida”, afirmou.

Os administradores do TikTok, por sua vez, criticaram a decisão canadense, afirmando que resultará na destruição de centenas de empregos bem remunerados no país. A empresa declarou que planeja contestar a ordem na justiça e ressaltou que a plataforma continuará operando no Canadá para atender criadores de conteúdo e negócios locais.

Troca de emojis entre usuários Android e iOS deve melhorar

Agora, reações de emoji finalmente devem funcionar corretamente entre mensagens enviadas de iPhones e dispositivos Android.

Agora, de acordo com The Verge, quando um usuário de Android enviar uma reação para um iPhone via mensagem RCS, o emoji aparecerá embutido na mensagem original, em vez de como uma mensagem separada. O mesmo ocorrerá quando um usuário de iPhone reagir a uma mensagem enviada de um Android.

Como funciona?

Testes realizados pela Mashable confirmaram que o recurso funciona perfeitamente, desde que o iPhone esteja atualizado com a versão iOS 18. Para os usuários de Android, basta que utilizem o sistema de mensagens RCS ativado.

As reações agora fluem normalmente entre dispositivos, reduzindo os problemas de incompatibilidade que, historicamente, causaram o temido “balão verde” ao trocar mensagens entre Androids e iPhones. Essa diferença acontece porque o Android usa mensagens RCS (Rich Communication Services), que são criptografadas de ponta a ponta e dependem de conectividade fornecida pelas operadoras, enquanto o iPhone utiliza o iMessage, um serviço criptografado que opera via Wi-Fi ou dados móveis.

O papel da regulamentação europeia

A implementação dessa compatibilidade é parcialmente atribuída ao Digital Markets Act (DMA) da União Europeia, que exige interoperabilidade entre dispositivos. Sob pressão do DMA, Apple finalmente adicionou suporte ao RCS com a atualização para iOS 18.

O que ainda falta?

Apesar do progresso, a bolha verde que indica mensagens enviadas de Androids para iPhones ainda persiste. Embora as reações estejam normalizadas, a diferença visual entre dispositivos continua sendo um lembrete da falta de integração total.

Nvidia torna-se a empresa mais valiosa do mundo

A Nvidia, líder no segmento de inteligência artificial, voltou a ultrapassar a Apple como a empresa mais valiosa do mundo. O marco ocorreu na última terça-feira (5), quando as ações da fabricante de GPUs subiram mais de 2%, elevando seu valor de mercado para US$ 3,39 trilhões (cerca de R$ 19 trilhões), enquanto a Apple, até então líder do ranking, ostentava US$ 3,36 trilhões.

Nesta sexta-feira (8), a Nvidia consolidou sua liderança, alcançando um valor de mercado de US$ 3,61 trilhões, superando os US$ 3,44 trilhões da Apple, que também cresceu, mas sem conseguir recuperar a ponta.

Histórico de superações em 2024

Este não foi um evento isolado. A Nvidia já havia alcançado o topo em outras ocasiões neste ano:

  • Junho: a Nvidia ultrapassou a Microsoft, ocupando a liderança momentaneamente.
  • Outubro: Nvidia superou a Apple pela primeira vez, mas logo perdeu a posição.

Devido à dinâmica do mercado de ações, é esperado que essas gigantes da tecnologia troquem de posições frequentemente nos próximos meses.

Nvidia: crescimento impulsionado pela IA

O sucesso da Nvidia pode ser atribuído à sua posição dominante em tecnologias de inteligência artificial e ao lançamento de produtos inovadores:

  • Aceleradores de IA para data centers: A empresa se tornou referência nesse mercado em expansão.
  • Geração Blackwell: novos produtos para uso profissional lançados recentemente impulsionaram seus lucros.
  • Placas de vídeo RTX 50: a próxima geração de GPUs domésticas está prevista para o primeiro trimestre de 2025.

Apple mantém relevância

Apesar da crescente liderança da Nvidia, a Apple continua a apresentar resultados impressionantes:

  • Valorização das ações: em 2024, as ações da Apple subiram 17%.
  • Apple Intelligence: o lançamento do pacote de inteligência artificial para iPhones pode trazer grandes benefícios à empresa.

A competição entre as duas gigantes reflete um mercado dinâmico e promissor, onde tanto a Nvidia quanto a Apple continuam a definir os rumos da tecnologia global.

Google testa recurso de busca por voz em tempo real com IA

Com a OpenAI entrando no mercado de mecanismos de busca por meio do ChatGPT Search, a Google está intensificando seus esforços em inteligência artificial para manter sua liderança no setor.

A novidade mais recente? Um recurso de busca por voz em tempo real e com suporte conversacional diretamente no Google Search.

Como funciona o novo recurso de busca por voz com IA?

Segundo informações compartilhadas por @AssembleDebug no X, o recurso permite que usuários realizem perguntas por meio de comando de voz no aplicativo do Google em dispositivos móveis. Em resposta, a busca do Google fornece resultados em tempo real, incluindo links relevantes e resumos baseados em IA.

Diferentemente das buscas por voz existentes, que exigem que o usuário reinicie o processo a cada nova pergunta, a nova funcionalidade é contextual e contínua. Isso significa que, uma vez iniciado, o usuário pode fazer perguntas complementares sem precisar tocar novamente no botão de microfone.

O que esperar do recurso?

O recurso está atualmente em fase de testes e ainda não foi disponibilizado ao público em geral no aplicativo Google. Não se sabe ao certo se ele será lançado oficialmente, mas, com o avanço de outras empresas no mercado de voz para texto, como a OpenAI, é provável que a Google implemente versões similares no futuro próximo.

Com a crescente integração de IA em ferramentas de busca, o Google busca inovar para enfrentar concorrentes como a OpenAI. Fique atento, pois essas novidades podem redefinir a forma como interagimos com mecanismos de busca em nossos dispositivos móveis.

Notas estão desaparecendo do iPhone, mas há como resolver

Usuários do iPhone estão relatando um problema no aplicativo Notas, onde todo o conteúdo desaparece subitamente. Segundo o site 9to5Mac, o erro parece estar relacionado à aceitação dos novos termos e condições do iCloud ao usar qualquer versão do iOS 18.

Embora o bug seja preocupante, há uma solução simples que pode ajudar a recuperar suas notas.

Como corrigir o problema no aplicativo Notas

Se as suas notas desapareceram, siga estas etapas para restaurá-las:

  1. Acesse as Configurações
    No seu iPhone, abra o aplicativo de Configurações.
  2. Selecione seu nome
    No topo das Configurações, toque no seu nome.
  3. Acesse o iCloud
    Dentro do menu, toque na opção iCloud.
  4. Ative a sincronização do aplicativo Notas
    • Toque em Notas.
    • Certifique-se de que a opção Sincronizar este iPhone esteja ativada.
    • Caso já esteja ativada, desligue e ligue novamente a sincronização.
  5. Reinicie o iPhone
    Após ajustar a sincronização, reinicie seu iPhone para forçar o sistema a sincronizar novamente com o iCloud.
  6. Espere pela sincronização
    Após reiniciar, abra o aplicativo Notas e aguarde alguns minutos para que suas notas sejam baixadas novamente da nuvem.

O que fazer se a solução não funcionar?

Se as etapas acima não resolverem o problema, é recomendado que você entre em contato com o suporte da Apple para assistência adicional.

Este bug, apesar de frustrante, pode ser corrigido rapidamente em muitos casos. A recomendação é sempre manter backups regulares para evitar a perda de dados importantes.

SpaceSail, gigante chinesa de tecnologia espacial, deve fechar acordo com o Brasil

A empresa chinesa SpaceSail está se preparando para ser a nova concorrente da Starlink no mercado brasileiro de internet por satélite.

Hermano Barros Tercius, secretário de telecomunicações do Ministério das Comunicações, confirmou à BBC Brasil a possibilidade de a SpaceSail iniciar operações no país, com a assinatura de acordos previstos para coincidir com a visita do presidente chinês, Xi Jinping, durante a Cúpula do G20 no dia 20 de novembro.

Embora o governo brasileiro esteja entusiasmado com a chegada da SpaceSail, ainda não há uma data exata para que a empresa comece a oferecer seus serviços, pois o processo de licenciamento e regulamentação no Brasil pode ser demorado. Dessa forma, a expectativa é que a SpaceSail só entre em operação no Brasil a partir de 2025.

A SpaceSail, com sede em Xangai, aposta em satélites de órbita baixa, conhecidos como LEO (Low Earth Orbit), para fornecer serviços de banda larga. Esses satélites orbitam a cerca de 550 km de altitude e são menores que os satélites convencionais, o que reduz o custo de lançamento e operação. A empresa, que atualmente possui 18 satélites em órbita, planeja lançar até 15 mil satélites até 2030.

A entrada da SpaceSail no mercado é vista como um fator importante para aumentar a competitividade no setor de internet por satélite no Brasil, onde a Starlink, de Elon Musk, domina cerca de 45% do mercado. Além de potencialmente melhorar o acesso à internet, a competição pode reduzir os preços e levar a mais opções para os consumidores, especialmente após recentes divergências entre a Starlink e as autoridades brasileiras.

Eleição de Trump deve afetar o mercado de inteligência artificial

Na manhã de quarta-feira, Donald Trump foi declarado vencedor da eleição presidencial dos EUA, preparando o cenário para mudanças significativas na política federal de IA ao assumir o cargo no próximo ano.

Entre suas intenções está a desarticulação imediata da ordem executiva sobre IA estabelecida por Biden em outubro de 2023. Biden criou uma supervisão abrangente do desenvolvimento de IA, incluindo a criação do Instituto de Segurança de IA dos EUA (AISI). Ela exige que empresas apresentem relatórios sobre metodologias de treinamento e medidas de segurança, incluindo dados de testes de vulnerabilidade. Além disso, a ordem atual orienta o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) do Departamento de Comércio a desenvolver diretrizes para ajudar as empresas a identificar e corrigir falhas em seus modelos de IA .

Apoiadores de Trump, como a deputada Nancy Mace e o senador Ted Cruz, têm criticado essas medidas. Em março, Mace alertou que os requisitos de relatórios podem desestimular a inovação e impedir desenvolvimentos como o ChatGPT. Cruz caracterizou os padrões de segurança de IA do NIST como uma tentativa de “controle por normas progressistas” .

Impacto Comercial e Outros Efeitos

As propostas de Trump incluem uma tarifa de 10% sobre todas as importações dos EUA e uma tarifa de 60% sobre produtos chineses, o que poderia dificultar o acesso da indústria de IA a tecnologias essenciais, especialmente GPUs, fundamentais para treinamento e execução de seu trabalho. Também é possível que Trump intensifique o controle de exportações de chips e modelos de IA para a China .

Outras propostas de Trump incluem a restrição a vistos H-1B e a expansão do desenvolvimento de petróleo e gás, medidas que se aplicadas poderiam impactar a capacidade de empresas de IA de recrutar talentos e acessar recursos computacionais .

Caso Trump realmente remova a regulamentação federal de IA, os governos estaduais estadunidenses poderão preencher essas lacunas regulatórias, como é comum nos Estados Unidos. Por exemplo, Tennessee, Colorado e Califórnia já adotaram medidas para regular IA, incluindo proteção contra clonagem de voz e regulamentações contra deepfakes, mostrando que os estados podem adotar políticas próprias caso a regulamentação federal seja desfeita. Em efeito cascata, países pelo mundo que também são impactados pelas tecnologias estadunidenses enfrentariam a necessidade de implementarem leis que ofereçam o mínimo de proteção às pessoas, o que poderia levar tempo e gerar um status de insegurança em primeiro momento.

Por fim, as fronteiras nem sempre precisas entre o pessoal e o institucional, marca do primeiro governo Trump, poderiam gerar desequilíbrio de mercado, com empresas gerenciadas por seus apoiadores conseguindo mais livre acesso ao lobby presidencial em busca de condições exclusivas de atuação. Elon Musk, que apoiou Trump na eleição, por exemplo, tem projetos na área de IA e tem perdido espaço de mercado, podendo agora utilizar de suas relações para recuperar terreno.

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