Atualização de IA para Alexa é adiada para 2025

A Amazon pode estar enfrentando desafios com as prometidas melhorias de IA para a Alexa. Segundo um relatório da Bloomberg, a assistente de voz, que deveria receber uma grande atualização de IA ainda este ano, terá esse upgrade adiado para 2025.

O objetivo das melhorias é tornar a Alexa mais inteligente, mais conversacional e capaz de realizar novas funções. No entanto, a realidade dos testes beta sugere outra história.

Entre os problemas relatados, os usuários beta mencionaram respostas longas e desconexas, falhas de relevância em relação às perguntas originais e até alucinações. Outro problema notável foi a inconsistência no funcionamento com dispositivos inteligentes conectados, como interruptores de luz.

Embora a Amazon não tenha confirmado oficialmente o adiamento, o acesso beta foi desativado, impedindo que os usuários testassem a versão mais conversacional da Alexa. Com isso, a expectativa é que a nova versão só esteja disponível em 2025.

Google expande o controle de Google Home com nova extensão no app Gemini

A Google está integrando uma extensão do Google Home ao aplicativo Gemini, permitindo que os usuários controlem seus dispositivos inteligentes enquanto interagem com o assistente de IA. A atualização, disponível para usuários Android no programa de pré-visualização pública do Google Home, permite comandos de linguagem natural, como “Prepare a sala de jantar para uma noite romântica” para ajustar a iluminação, ou “Ajude a limpar a cozinha” para ligar o aspirador.

Anteriormente, ao tentar controlar a casa inteligente pelo app Gemini, ele abria o Google Assistant. Agora, com a extensão do Google Home, os usuários podem controlar luzes, climatização, persianas, TVs, alto-falantes e mais diretamente pelo Gemini.

Contudo, nem todos os dispositivos inteligentes são suportados. Para dispositivos de segurança, como câmeras, fechaduras, portões e portas, a extensão direciona os usuários para o app Google Home. Além disso, a nova funcionalidade não executa rotinas.

Enquanto isso, a Amazon está trabalhando em comandos de linguagem natural para a Alexa e já lançou uma prévia com alguns elementos dessa atualização, mas uma reformulação completa deve ocorrer apenas no próximo ano. A Apple, por outro lado, planeja melhorias no Siri com a Apple Intelligence, mas ainda não integrou o assistente a funções de casa inteligente.

Para acessar a nova extensão do Google Home, é necessário participar do programa de pré-visualização pública do Google Home e utilizar o recurso em inglês. Os usuários devem fazer login no app Gemini com a mesma conta do Google Home e podem pedir ações específicas, como “ligue as luzes da sala de estar.” Se a extensão não for usada automaticamente, pode ser necessário incluir “@Google Home” no comando.

WhatsApp lança novo recurso que permite organizar conversas

O WhatsApp adicionou mais uma ferramenta para organizar suas conversas: a possibilidade de criar categorias personalizadas, chamadas Listas. Essa novidade visa facilitar a localização de conversas específicas, permitindo aos usuários separar chats por temas, como família ou colegas de trabalho.

As listas serão exibidas no topo da aba de conversas, junto com os filtros “Todos”, “Não lidos” e “Grupos”, introduzidos anteriormente neste ano. Para criar uma lista, basta tocar no ícone “+” na barra de filtros, inserir um nome e selecionar as conversas a serem adicionadas, incluindo tanto grupos quanto chats individuais. Se você tiver várias listas, poderá deslizar horizontalmente na barra de filtros para vê-las.

Organizador de conversas do WhatsApp: recurso se assemelha aos marcadores já presentes em aplicativos de e-mails.

A nova funcionalidade começou a ser disponibilizada ontem e já está visível na versão Android do app. Caso ainda não veja a opção, o WhatsApp garantiu que ela estará disponível para todos os usuários nas próximas semanas.

Tidal anuncia novas leva de demissões

Tidal, plataforma de streaming de música, confirmou mais demissões nesta semana. Em comunicado à Fortune, um porta-voz da empresa, que preferiu não se identificar, mencionou “a eliminação de algumas funções em equipes de negócios e design.”

Na quarta-feira, a Fortune divulgou um memorando vazado de Jack Dorsey, CEO da Block, empresa-mãe da Tidal, afirmando que a companhia iria “se separar de alguns membros da equipe”. Dorsey explicou que haveria uma redução no tamanho da equipe de design e nas funções de suporte, com a possibilidade de cortes na engenharia nas próximas semanas, conforme houvesse mais clareza sobre a liderança futura.

Fontes informaram à Fortune que cerca de 100 funcionários podem ainda ser afetados, representando aproximadamente um quarto da equipe remanescente. Em dezembro passado, a Tidal já havia cortado 10% de seu quadro, e Dorsey considerou uma grande reorganização na Block em julho.

Este ano, a Tidal unificou seus planos de música de alta fidelidade em uma assinatura de $10,99/mês, reduzindo o preço do plano mais caro. Além disso, o formato FLAC passou a ser padrão para áudio estéreo, e a plataforma adicionou suporte ao Dolby Atmos para uma experiência de som imersiva.

Claude, Perplexity e ChatGPT: movimentos da semana mostram expansão de apps para Mac no mundo da IA

A última semana trouxe novidades importantes para os usuários de IA em Macs. A Anthropic lançou um aplicativo desktop para o chatbot Claude, e a Perplexity introduziu um app nativo para seu serviço de busca por IA. Além disso, a OpenAI atualizou seu app do ChatGPT para Mac, agora com suporte ao recurso de voz avançada.

Assim como o app do ChatGPT, lançado há algumas semanas, o novo app da Perplexity inclui um atalho de teclado para inserir consultas de qualquer lugar na área de trabalho. Esse app permite que os usuários façam perguntas adicionais e mantenham uma conversa baseada nos resultados obtidos. O download e o uso do app são gratuitos, mas a Perplexity oferece assinaturas para usuários mais intensivos.

Embora o foco em busca da Perplexity a tenha mantido separada da concorrência direta com o ChatGPT da OpenAI, essa distinção diminuiu com o lançamento do SearchGPT, uma variante voltada para buscas. No entanto, o SearchGPT ainda não está disponível no app desktop da OpenAI.

O app Claude da Anthropic é um concorrente mais direto do ChatGPT, com funcionalidades semelhantes, mas com vantagens específicas, como suporte em desenvolvimento de software. O aplicativo também é gratuito para download e está em versão beta, mas, assim como os concorrentes, a Anthropic cobra por uso mais avançado.

Diferente do lançamento do app do ChatGPT, que inicialmente não incluiu uma versão para Windows, a Anthropic adotou uma abordagem simultânea ao lançar seus apps para Mac e Windows ao mesmo tempo.

Anteriormente, todos esses serviços ofereciam apps para dispositivos móveis e versões web, mas os aplicativos nativos para desktop eram raros.

Apple lança Apple Intelligence em meio a crescentes preocupações com o consumo energético da IA

A Apple trouxe a tecnologia de IA diretamente para milhões de usuários com o lançamento do Apple Intelligence, que oferece recursos básicos de geração de texto e edição de imagens para dispositivos iPhone, iPad e Mac. Essa introdução ocorre em um momento em que grandes empresas de tecnologia, como Google e Microsoft, também estão integrando IA em seus produtos, mas enfrentam críticas por seu consumo de energia e impacto ambiental.

A Corrida da IA e Suas Consequências Energéticas

Desde o lançamento do ChatGPT em 2022 pela OpenAI, que impulsionou o interesse e os investimentos em IA, o consumo de energia dos centros de dados disparou. Estudos estimam que o uso de eletricidade por data centers pode aumentar 160% até o fim da década, impactando as emissões de CO2 e a demanda por água. Por exemplo, uma pesquisa indicou que gerar dois e-mails de 200 palavras com o ChatGPT consome a mesma energia que um carro Tesla Model 3 para percorrer uma milha, além de necessitar de resfriamento intensivo.

O Caso da Apple

Diferente de outras empresas, a Apple afirma que processa algumas funcionalidades do Apple Intelligence diretamente nos dispositivos dos usuários, reduzindo a dependência de centros de dados e, potencialmente, o impacto ambiental. Contudo, faltam detalhes sobre quais operações são realizadas no dispositivo e quais são enviadas para servidores da Apple, o que levanta preocupações sobre a transparência.

A Necessidade de Transparência

Pesquisadores, como Sasha Luccioni, destacam a importância de exigir mais informações e responsabilidade das empresas de tecnologia sobre os impactos ambientais de suas soluções de IA. Enquanto a Apple e outras gigantes da tecnologia continuam a integrar IA em seus produtos, muitos usuários enfrentam um dilema: utilizar a tecnologia sem saber seu real impacto ou tentar evitá-la em um mundo onde a IA está cada vez mais onipresente.

Luccioni conclui: “Não acho que devemos nos sentir culpados, mas sim pedir mais informações e responsabilidade por parte das empresas.”

Meta explora parcerias de IA com o governo dos EUA, Revela Mark Zuckerberg

Durante a chamada de resultados do terceiro trimestre da Meta, o CEO Mark Zuckerberg anunciou que a empresa está “trabalhando com o setor público para adotar o Llama em diferentes partes do governo dos EUA”. A declaração levanta questões cruciais sobre quais setores governamentais utilizarão os modelos de IA da Meta, para que fins e se haverá aplicações militares específicas. Além disso, surge a dúvida se essas parcerias envolvem compensação financeira.

Quando questionada, a porta-voz da Meta, Faith Eischen, revelou que a empresa está colaborando com o Departamento de Estado para explorar como o Llama pode enfrentar desafios como o acesso a água potável e eletricidade confiável, além de apoiar pequenos negócios. Eischen também mencionou interações com o Departamento de Educação para tornar o processo de ajuda financeira mais acessível para estudantes e afirmou que outras conversas estão em andamento. Ela destacou que não há pagamento envolvido nessas parcerias.

A movimentação da Meta ocorre em um contexto interessante. Donald Trump, candidato presidencial, ameaçou prender Zuckerberg, que tem tentado manter uma postura neutra em relação a política. Simultaneamente, outras empresas de IA, como OpenAI e Anthropic, têm colaborado com o governo dos EUA em iniciativas de segurança, enquanto o relacionamento da Google com o Pentágono é amplamente documentado. OpenAI, por exemplo, tem seus modelos utilizados por entidades como a DARPA e o Laboratório Nacional de Los Alamos.

Durante a mesma chamada, Zuckerberg provocou expectativas em torno do próximo modelo do Llama, mencionando que a versão quatro está sendo treinada em um dos maiores clusters já relatados e deve incluir “novas modalidades”, “melhor capacidade de raciocínio” e “performance muito mais rápida”, com lançamento previsto para o próximo ano. Ele também reconheceu que a Meta continuará investindo em IA em 2025, apesar de possíveis preocupações dos investidores, destacando o potencial dessas iniciativas.

A Meta reportou um crescimento contínuo, com receita de $40,5 bilhões no terceiro trimestre, um aumento de 19% em relação ao ano anterior, e um lucro de $17,3 bilhões. A empresa também informou que 3,29 bilhões de pessoas utilizam pelo menos um de seus aplicativos diariamente, um aumento de 5% em relação ao ano anterior.

Microsoft Impressiona com lucros e crescimento em meio a investimentos pesados em IAs

A Microsoft divulgou resultados trimestrais que surpreenderam os investidores e demonstraram a resiliência da empresa, mesmo com altos gastos em inteligência artificial. Durante o trimestre de julho a setembro, a empresa investiu $20 bilhões em despesas de capital, quase o dobro do gasto no mesmo período do ano anterior.

Apesar das preocupações de alguns investidores com os gastos agressivos em IA, enquanto outros os apoiavam, a Microsoft conseguiu satisfazer ambos os grupos. As vendas totais subiram 16% em relação ao ano anterior, atingindo $65,6 bilhões. O lucro também aumentou em 11%, destacando o sucesso da empresa no curto prazo, mesmo com os investimentos de longo prazo em IA.

O principal motor desse crescimento foi a Azure e os serviços em nuvem, que tiveram um aumento de 33% na receita, com 12% desse crescimento atribuído a produtos e serviços relacionados à IA.

No setor de jogos, a Microsoft desafiou a percepção de que o hardware é essencial, com um aumento de 61% na receita de conteúdos e serviços do Xbox, apesar da queda de 29% nas vendas de hardware. A empresa tem se afastado da estratégia tradicional de manter software e serviços exclusivos para seu próprio hardware, lançando jogos como Sea of Thieves também para o concorrente PlayStation 5 da Sony. Esta abordagem inovadora se destaca em um mercado onde o PlayStation continua líder em vendas e base instalada.

No entanto, é importante notar que o salto de 61% na receita de conteúdos e serviços não se deve apenas ao crescimento do serviço de assinatura Game Pass. A Microsoft atribuiu 53 pontos percentuais desse aumento à recente aquisição da Activision, concluída por $69 bilhões.

Como usuários o X/Twitter estão ficando milionários publicando notícias falsas

A BBC revelou, em uma reportagem publicada nesta terça-feira (29), como grupos de usuários do X, antigo Twitter, estão explorando falhas no sistema de monetização da plataforma para lucrar com a divulgação de notícias falsas.

Desde o lançamento do programa de monetização em julho de 2023, os usuários recebiam recompensas baseadas no alcance de suas postagens. Em outubro de 2024, as regras mudaram, passando a remunerar interações feitas por assinantes do X Premium.

Alguns usuários de contas monetizadas criaram um esquema coordenado para impulsionar as postagens uns dos outros, utilizando fóruns e aplicativos de mensagens para planejar a estratégia. Esse impulsionamento também envolve a disseminação de conteúdos falsos, incluindo posts que apoiam candidaturas como as de Donald Trump e Kamala Harris para as eleições de 2024 nos EUA. Embora essas contas não estejam oficialmente ligadas às campanhas, já teriam sido procuradas para divulgações pagas.

As publicações vão de conteúdos verdadeiros a desinformação e acusações sem fundamento, incluindo alegações de fraude eleitoral e acusações sérias contra candidatos, como pedofilia e abuso sexual.

O dono do perfil Freedom Uncut, um participante desse esquema, contou à BBC que fatura milhares de dólares por mês com suas postagens, que ele define como sátiras, afirmando ser apartidário, mas favorável à eleição de Trump. Ele admite que suas postagens, muitas vezes acompanhadas de imagens geradas por IA, são provocativas e “baseadas em alguma versão da realidade”.

Outro exemplo citado é a conta Brow Eyed Susan, que apoia abertamente Kamala Harris e compartilha um volume alto de publicações diariamente.

Atualmente, o X não monitora diretamente o conteúdo monetizado, ao contrário de plataformas como o YouTube. No entanto, posts podem ser desmonetizados se forem corrigidos pelas Notas da Comunidade, o que significa que conteúdos flagrantemente falsos podem ser impedidos de gerar receita. No entanto, essa moderação depende da ação da própria comunidade.

Essa prática de usar as Notas da Comunidade também levanta preocupações. Há temores de que grupos possam usar esse recurso para desmonetizar publicações legítimas de oponentes, prejudicando a integridade já bastante deteriorada da plataforma.

A criptografia moderna pode cair com a evolução da computação quântica — Mas Não Tão Cedo

A computação quântica, ainda em seus estágios iniciais, promete transformar a segurança digital, ameaçando os pilares da criptografia moderna. Muitos especialistas preveem que essa transformação pode ocorrer nas próximas décadas, mas as previsões ainda variam. Essa incerteza abriu espaço para declarações alarmistas sobre a suposta “queda” iminente da criptografia, usadas tanto por marqueteiros para vender soluções quanto por veículos de imprensa que acabam confundidos.

Em 2023, por exemplo, surgiram rumores de que cientistas estavam à beira de quebrar o RSA — um dos esquemas de criptografia mais amplamente utilizados. Essas alegações foram desmentidas rapidamente, quando se revelou que o estudo se baseava no algoritmo de Schnorr (não confundir com o algoritmo de Shor, verdadeiro protagonista das quebras quânticas), um algoritmo que não trouxe evidências de um avanço real sobre o RSA.

Agora, uma nova onda de pânico tomou conta do debate. O South China Morning Post recentemente reportou que cientistas chineses descobriram uma “ameaça substancial” à criptografia com base em um avanço de ataques quânticos. No entanto, o artigo não incluiu o estudo original, e muitos detalhes foram retirados ou corrigidos posteriormente. A verdadeira pesquisa, publicada na Chinese Journal of Computers, relatava o uso de um sistema de quantum annealing da D-Wave para identificar “distinguidores integrais” em algoritmos de criptografia como PRESENT, GIFT-64 e RECTANGLE — todos com estrutura SPN (rede de substituição-permutação), mas sem relação com o AES ou o RSA.

O Que os Especialistas Têm a Dizer

Embora a pesquisa da D-Wave tenha relevância acadêmica, especialistas apontam que ela não representa uma quebra de algoritmos de criptografia amplamente usados, como o RSA. David Jao, da Universidade de Waterloo, comentou que a pesquisa “apenas desenvolveu uma nova técnica de análise”, mas que em termos práticos, ela não oferece vantagens sobre métodos tradicionais. Da mesma forma, Nadia Heninger, da UCSD, e Xavier Bonnetain, do Instituto Nacional de Pesquisa em Ciência Digital e Tecnologia na França, observaram que os métodos descritos apenas replicam resultados conhecidos por outras técnicas.

A Hype da PQC (Criptografia Pós-Quântica)

O alarde em torno da criptografia pós-quântica tende a inflar as preocupações e exagerar os avanços quânticos. Em relação à criptografia simétrica, como o AES, especialistas concordam que algoritmos de 256 bits devem resistir aos ataques quânticos conhecidos. A verdadeira ameaça de computação quântica contra a criptografia ainda pode estar distante, uma vez que quebrar um único RSA de 2048 bits demandaria cerca de 20 milhões de qubits em superposição por oito horas — números ainda muito além da capacidade atual.

Embora a criptografia esteja destinada a mudar, o colapso de sistemas amplamente usados não está nem perto de acontecer.

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